Seca de 2024 acende alerta para a Amazônia diante da previsão de forte estiagem em 2026

Seca de 2024 acende alerta para a Amazônia diante da previsão de forte estiagem em 2026
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Category: SciTech
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A seca que atingiu a Amazônia em 2024 deixou 38% das localidades habitadas da região altamente expostas aos impactos da redução dos níveis dos rios. O cenário, associado ao fenômeno El Niño, é considerado uma referência diante da previsão de um evento de forte intensidade em 2026. Segundo levantamento do MapBiomas, das 5.673 localidades analisadas, 2.172 enfrentaram alto grau de exposição durante o período de seca. Entre setembro e novembro de 2024, a superfície de água na Amazônia ficou 1,9 milhão de hectares abaixo da média histórica. No mesmo período, as chuvas registraram volume 27% inferior à média, enquanto a temperatura máxima média ficou 2,6°C acima do padrão histórico. A combinação de pouca chuva e calor intenso aumentou a perda de água do solo e o estresse hídrico da vegetação. De acordo com Bruno Ferreira, pesquisador do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), as condições climáticas contribuíram para intensificar os efeitos da estiagem sobre o ambiente. Impactos sobre as comunidades A proximidade das comunidades com os rios aumenta a vulnerabilidade da população aos períodos de seca. Das localidades analisadas, 93%, o equivalente a 5.273, estão a até cinco quilômetros de áreas que registraram redução da superfície de água. O levantamento inclui áreas urbanas e rurais, territórios indígenas e quilombolas, assentamentos e outras formas de ocupação humana. A redução dos níveis dos rios afeta diretamente atividades essenciais na região, como transporte, abastecimento de água e pesca. Outro fator apontado pelo estudo é a perda de vegetação nativa. Nos últimos 41 anos, a Amazônia perdeu 3,9 milhões de hectares de vegetação, o equivalente a 14% da cobertura existente anteriormente, aumentando a vulnerabilidade do território aos efeitos das mudanças climáticas. O levantamento utilizou dados do MapBiomas sobre água, atmosfera, cobertura e uso da terra, além de informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Fonte: ICL Notícias

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