A Câmara Municipal de Torres Novas aprovou o projeto de execução para 20 fogos na Rua da Fábrica e adjudicou por 1,7 milhões de euros (ME) a melhoria dos acessos ao castelo, num investimento global superior a 4,3 ME.
As duas decisões, hoje anunciadas pela Câmara de Torres Novas, foram tomadas na última reunião do executivo municipal e abrangem intervenções nas áreas da habitação e da requalificação urbana e patrimonial.
Na Rua da Fábrica, a autarquia aprovou o projeto de execução da empreitada 'Conceção-Construção do Edifício de Habitação Multifamiliar da Rua da Fábrica', que prevê quatro blocos habitacionais com um total de 20 apartamentos.
O projeto contempla quatro fogos de tipologia T1, 12 T2 e quatro T3, distribuídos por edifícios com dois e três pisos, procurando responder a diferentes necessidades e dimensões dos agregados familiares.
A empreitada tinha sido adjudicada em abril de 2025 à empresa Fractus, Lda., por 2,68 ME, acrescidos de IVA, e com um prazo de execução de 360 dias.
O procedimento de concurso público tinha sido lançado com um preço base de 2,275 ME e um prazo inicialmente fixado em 20 meses.
Segundo o município, o investimento é comparticipado a 100% ao abrigo de um acordo de colaboração celebrado entre a Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, a Câmara de Torres Novas e o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU).
A solução arquitetónica prevê manter a continuidade do alinhamento em banda da edificação existente na Rua da Fábrica, com os edifícios dos extremos norte e sul a terem dois pisos e os dois blocos centrais três.
Na mesma reunião, o executivo aprovou a adjudicação da empreitada 'Quarteirão Cultural – Acessibilidades no Castelo de Torres Novas' à Aquino Construções, SA, por 1.694.488,72 euros (1,7 ME), acrescidos de IVA, com um prazo de execução de 365 dias.
A intervenção pretende melhorar as condições de acesso ao Castelo de Torres Novas, classificado como Monumento Nacional, e integra o projeto municipal de valorização do denominado Quarteirão Cultural.
Está prevista a criação de um percurso acessível entre a zona baixa da cidade e o monumento, incluindo a construção de escadinhas organizadas em lances adaptados à morfologia do terreno e a requalificação dos percursos existentes.
A obra abrange ainda o percurso junto ao sopé do Alambor, onde será feita a estabilização e regularização do pavimento, correção de irregularidades e consolidação do traçado.
O projeto contempla igualmente a reformulação e ampliação das infraestruturas elétricas e da iluminação pública, com tecnologia LED e telegestão, e a criação de iluminação cénica das muralhas e da estátua de D. Sancho I.
Estão também previstas infraestruturas de apoio à realização de eventos culturais e preparação para mobilidade elétrica.
A empreitada corresponde a uma das fases do projeto do Quarteirão Cultural, concebido para valorizar a colina do castelo e reforçar a sua ligação ao centro histórico.
O projeto global chegou a prever um elevador de acesso ao castelo, equipamento que não integra a empreitada agora adjudicada.
A operação está prevista no Contrato para o Desenvolvimento e Coesão Territorial da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, no âmbito do ITI Médio Tejo 2030, com um financiamento máximo previsto de 1.733.850 euros (1,7 ME).
A Câmara submeteu uma candidatura ao programa Centro 2030, no âmbito do aviso destinado à reabilitação e regeneração urbanas, que se encontra ainda em análise.
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