O recente retorno do príncipe Harry e de sua esposa, Meghan Markle, ao Reino Unido não muda o status do casal dentro da família real britânica.
Uma carta oficial assinada pelo Lorde Chamberlain, principal funcionário do Palácio de Buckingham, e enviada com autorização do rei Charles III a autoridades do governo, das Forças Armadas e de outras instituições ligadas à Casa de Windsor, confirma que os duques de Sussex continuam a atuar como "cidadãos privados" e seguem sem funções de representação da monarquia.
O documento, vazado para a imprensa local nesta segunda-feira (7), reafirma que o chamado Acordo de Sandringham, firmado em 2020, após a decisão do casal de se mudar para os Estados Unidos, permanece em vigor. Segundo o texto, Harry e Meghan "renunciaram a exercer deveres de representação em nome do Soberano" e não são mais "membros ativos" da família real.
A carta esclarece que o casal mantém os títulos de duque e duquesa de Sussex e que os filhos Archie, de sete anos, e Lilibet, de cinco, preservam o direito de sangue aos títulos principescos. No entanto, Harry e Meghan continuam sem poder usar o tratamento de "sua alteza real", e todos os seus compromissos no Reino Unido serão realizados sem o caráter de representação da monarquia.
A carta tem objetivos protocolares, burocráticos e logísticos, mas também funciona como um recado público: a volta dos Sussex não deve ser interpretada como prenúncio de reconciliação plena ou de retorno ao papel de membros ativos da realeza.
Segundo a imprensa britânica, a possibilidade de reintegração é vista com resistência especialmente por William, herdeiro do trono e irmão mais velho de Harry. As relações entre os dois permanecem frias desde as acusações públicas feitas pelo casal sobre o tratamento da realeza a Meghan.TODOS OS DIREITOS RESERVADOS © Copyright ANSA
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