O homem que teve o órgão genital decepado dentro da própria residência, no bairro da Catingueira, em Campina Grande, recebeu alta médica na manhã desta terça-feira (8). Ele estava internado no Hospital de Emergência e Trauma desde o último domingo (6), quando foi socorrido após sofrer a amputação.
Segundo as investigações, a principal suspeita de praticar o ato é a companheira da vítima. De acordo com o relato apresentado à polícia, a mulher teria cometido a agressão após suspeitar que o homem, que era padrasto das crianças, teria abusado sexualmente dos dois filhos dela. As crianças são filhas apenas da mulher e moravam na mesma residência com o casal.
O paciente deu entrada no hospital após perder uma quantidade significativa de sangue. A equipe médica realizou procedimentos para reconstrução do canal uretral e sutura da lesão. O estado de saúde evoluiu de forma satisfatória, sem grandes complicações, e ele permaneceu em acompanhamento na enfermaria até receber alta. O reimplante do órgão não foi realizado porque a parte amputada não foi localizada.
A Polícia Civil segue investigando tanto as circunstâncias da mutilação quanto a suspeita de abuso sexual envolvendo as crianças. De acordo com a delegada Nercília Dantas, responsável pelo caso, a mulher deverá ser indiciada por lesão corporal grave. 'Independentemente do que ocorra, é preciso deixar as autoridades trabalharem. O abuso será investigado e somos bastante atuantes nesses casos', afirmou.
O pai biológico das crianças procurou a polícia e registrou um boletim de ocorrência. Os menores estão amparados por medida protetiva. Mesmo após a alta, o homem deverá continuar recebendo acompanhamento médico.
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