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Pelo menos 73 sauditas, incluindo crianças, ficaram feridas esta terça-feira (8 de setembro) em ataques das forças rebeldes houthis, que controlam parte do Iémen, a infraestruturas do vizinho do norte. Riade prometeu uma resposta vigorosa.
O meio de comunicação dos houthis Ansarollah disse que os rebeldes apoiados pelo Irão atingiram o aeroporto Internacional de Abha, a base aérea Rei Khalid e instalações da petrolífera Aramco em Abha e Jizan.
Numa declaração na terça-feira, os militares houthis disseram ter disparado 'dezenas de mísseis balísticos e drones' e que os ataques foram uma retaliação a mais de 100 ataques aéreos sauditas no Iémen nos últimos três dias, os quais, alegam, mataram muitas pessoas, incluindo numa prisão.
As hostilidades entre a Arábia Saudita e os houthis voltaram em julho depois de um cessar-fogo de quatro anos. O general Turki al-Maliki, que descreveu os ataques sofridos no sul do seu país como "perigosos e sem sentido", disse que as forças da coligação que têm combatido o grupo armado irão "confrontar resolutamente a abordagem hostil" dos houthis.
Estes ataques dão-se em paralelo com uma ofensiva dos rebeldes ao longo das linhas da frente na costa ocidental do país, no que é visto como uma uma tentativa de avançar em direção ao estreito de Bab al-Mandeb, no Mar Vermelho. A via marítima tornou-se estratégica para as exportações de petróleo saudita em consequência do bloqueio do estreito de Ormuz por Teerão. Há notícia de pelo menos 300 mortos e centenas de famílias desalojadas.
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