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O Estrela da Amadora revelou esta terça-feira que o relvado do Estádio José Gomes foi interditado pela Liga Portugal a três dias da receção ao Sp. Braga, encontro em atraso da terceira jornada da Liga Betclic, esta quinta-feira (20h15), que terá de realizar-se noutro estádio.
Em comunicado, os tricolores deixam fortes críticas, garantindo que cumpriram tudo o que foi exigido pelo organismo, tendo investido cerca de 15 mil euros "no entendimento de que estariam reunidas as condições para a realização dos encontros frente ao FC Famalicão e ao SC Braga", além de ter solicitado uma avaliação formal à RED, empresa responsável pela manutenção do relvado, e que a mesma explicou à Liga Portugal que o mesmo não colocava em causa "a integridade física dos jogadores".
De referir que a Liga Portugal avalia o estado do relvado em todos os jogos do campeonato de 0 a 10, sendo que, segundo os regulamentos, caso haja duas avaliações em três jogos com nota entre 2,50 e 4,49 valores, o recinto fica "imediata e preventivamente interdito" até à realização de uma vistoria no espaço de dois dias úteis após a atribuição da segunda nota. O relvado tricolor tem neste momento a pior avaliação média da 1.° Liga: 3,75 em 10 (3,5 contra o Sporting e 4 frente ao Famalicão).
De resto, o estádio alternativo indicado pelo Estrela no processo de licenciamento, realizado antes do arranque da temporada, foi o Municipal de Rio Maior, onde joga outro emblema da 1.° Liga, o Casa Pia. No sábado, os gansos recebem o FC Porto, o que torna difícil a realização da partida no recinto.
Leia o comunicado na íntegra:
"O Estrela da Amadora tomou conhecimento da decisão da Liga Portugal de interditar o relvado do Estádio José Gomes para o encontro frente ao SC Braga, decisão comunicada a menos de três dias da realização do jogo.
O Clube respeita as entidades que regulam o futebol profissional português e reconhece a necessidade de critérios rigorosos relativamente às condições dos recintos desportivos. Não pode, contudo, deixar de manifestar a sua profunda indignação e incompreensão perante a forma como este processo foi conduzido.
Antes do encontro frente ao FC Famalicão, a Liga Portugal transmitiu ao Estrela da Amadora indicações concretas sobre as intervenções a realizar no relvado, incluindo uma placagem. O clube cumpriu essas orientações, investindo aproximadamente 15 mil euros, no entendimento de que estariam reunidas as condições para a realização dos encontros frente ao FC Famalicão e ao SC Braga.
Perante as dúvidas posteriormente levantadas, o Estrela solicitou à RED, empresa responsável pela manutenção do relvado, uma avaliação formal. A empresa transmitiu à Liga Portugal que o estado atual do terreno não coloca em causa a integridade física dos jogadores.
O clube cumpriu, portanto, todas as indicações recebidas, suportou os respetivos custos e limitou significativamente a utilização do relvado. Desde 31 de julho, a equipa principal não realizou qualquer treino no Estádio José Gomes.
Perante estes factos, a questão é simples:
*O que mudou?
*Que alteração objetiva e tecnicamente mensurável ocorreu entre as indicações anteriormente transmitidas, as intervenções realizadas, a avaliação da entidade responsável pelo relvado e a decisão agora comunicada?
Importa ainda referir que a substituição integral do relvado já se encontrava programada, não tendo sido realizada anteriormente por indisponibilidade da empresa responsável dentro da janela existente. A intervenção está prevista para a próxima pausa das seleções.
O encontro frente ao SC Braga tinha também já sido alvo de uma alteração de calendário solicitada pela equipa visitante e aceite pelo Estrela da Amadora num espírito de cooperação institucional.
Antes mesmo de qualquer decisão oficial ser comunicada ao clube, surgiram publicamente posições e expectativas relativamente ao local onde o encontro deveria ser disputado.
O Estrela da Amadora não estabelece qualquer relação de causalidade entre essas posições e a decisão posteriormente tomada. Considera, contudo, fundamental reafirmar que decisões desta natureza devem resultar exclusivamente de critérios técnicos, objetivos, transparentes e uniformes, totalmente independentes de quaisquer interesses ou conveniências das equipas envolvidas.
Se existe um nível mínimo de qualidade que determina a interdição de um relvado, esse critério tem de ser aplicado exatamente da mesma forma a todos.
*Cooperar não pode significar ser prejudicado.
*O Estrela da Amadora solicitará, por isso, os devidos esclarecimentos relativamente aos fundamentos técnicos desta decisão e aos critérios utilizados na avaliação dos relvados das competições profissionais.
O clube fica igualmente a aguardar que a Liga Portugal indique, com a máxima urgência, o recinto onde deverá ser realizado o encontro frente ao SC Braga.
A decisão agora comunicada deixa ao Estrela da Amadora uma janela de aproximadamente 48 horas para assegurar toda a organização de um jogo da principal competição do futebol profissional português fora do seu estádio, incluindo todas as exigências operacionais, logísticas, de segurança e de apoio aos seus adeptos.
É, por isso, indispensável que a definição do local do encontro seja comunicada sem qualquer demora adicional.
*Não é razoável exigir a um Clube que responda, em poucas horas, às consequências operacionais de uma decisão desta dimensão sem que lhe sejam dadas, com a mesma celeridade, as condições necessárias para o fazer.
*O Estrela da Amadora fará, como sempre, tudo o que estiver ao seu alcance para garantir a realização do encontro nas melhores condições. Mas é igualmente legítimo exigir que a responsabilidade, a urgência e a capacidade de resposta sejam partilhadas por quem tomou esta decisão a menos de três dias do jogo.
Não procuramos privilégios nem tratamento especial.
*Exigimos apenas igualdade de critérios, igualdade de tratamento e respeito institucional.
*Aos nossos sócios e adeptos, lamentamos profundamente os constrangimentos provocados por uma decisão comunicada praticamente em cima da realização do encontro.
Continuaremos a defender os interesses do Estrela da Amadora e a trabalhar para que a nossa equipa possa regressar, o mais rapidamente possível, à sua casa.
Porque é aí que queremos jogar.
Porque é aí que os nossos adeptos querem ver o Estrela.
E porque defender o Estrela da Amadora é também exigir coerência, transparência e igualdade."
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