O presidente do Chega afirmou esta segunda-feira que continuará a dialogar com o Governo 'em áreas fundamentais', mesmo após o provável chumbo da moção de censura, adiantando que recebeu um pedido de reunião do executivo sobre o Orçamento do Estado.
Em declarações aos jornalistas na Assembleia da República, André Ventura foi questionado sobre se as relações entre o Chega e a AD (coligação PSD/CDS) vão mudar após o debate e votação da moção de censura apresentada pelo seu partido ao executivo de Luís Montenegro, e que tem chumbo anunciado.
O líder do Chega respondeu que, no que toca ao ministro da Administração Interna – cujas polémicas motivaram a apresentação da moção de censura ao Governo – 'há uma rutura total', mas o partido 'tem de continuar a dialogar' com o executivo 'em áreas fundamentais, como a segurança, a justiça, etc.'.
'O Chega não viabilizou nenhum Orçamento do Estado da AD, mas dialogou e dialoga em todos os dossiês que sejam importantes para o país', indicou.
Nesta conferência de imprensa, André Ventura disse também que o partido recebeu um 'pedido de reunião sobre o Orçamento do Estado', a cerca de um mês da data da apresentação do documento.
Apesar de o chumbo da moção de censura ao Governo ser o desfecho mais provável, o presidente do Chega apelou à 'coerência e consistência' dos restantes partidos da oposição na hora de votar e considerou que o resultado vai indicar quem quer a continuidade do ministro da Administração Interna ou não.
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