A concelhia do PS de Ílhavo defendeu esta segunda-feira que Maria Eugénia Pinheiro deve renunciar ao cargo de vice-presidente da câmara local (PSD/CDS-PP), após ter passado a exercer o seu mandato em regime de meio tempo.
A secção socialista reagiu assim à informação avançada pelo presidente daquela autarquia do distrito de Aveiro na última reunião pública do executivo municipal, realizada na quinta-feira, de que Maria Eugénia Pinheiro passou a exercer o seu mandato em regime de meio tempo desde o início do mês de setembro.
Em comunicado, o PS manifesta a sua preocupação com o impacto desta decisão na governação do município, no seu conjunto, e particularmente em áreas tão determinantes como as tuteladas pela vice-presidente, como a Educação, Desenvolvimento e Ação Social, Cultura e Identidade Local, Participação, Cidadania e Transparência, Contraordenações e Execuções Fiscais, e Saúde.
'Neste contexto, o PS entende que a senhora vereadora deve renunciar ao cargo. Numa autarquia com a dimensão da Câmara Municipal de Ílhavo, não pode a vice-presidente estar a meio tempo, porque a dedicação ao mandato conferido pelos eleitores tem que ser total', referem os socialistas.
O PS entende que caso algum eleito em regime de permanência não possa exercer o seu mandato com plena dedicação 'deve ser espoletada a sua substituição'.
'Esta não é uma questão de mera organização interna no seio da equipa que lidera a Câmara, a que possamos prestar omissão de palavra e posição, num silêncio ensurdecedor. É uma questão de respeito pela vontade dos eleitores, de lealdade ao vínculo entre eleitos e eleitores e de responsabilidade perante os desafios que se colocam ao concelho', lê-se na nota assinada pelo presidente do PS de Ílhavo, Eduardo Conde.
No sábado, a autarquia emitiu uma nota de esclarecimento onde refere que a decisão da vice-presidente da Câmara tem a ver com a necessidade de a mesma 'integrar procedimentos administrativos relacionados com a sua muito recente condição de aposentada do Ministério da Educação'.
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