O ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) é, até então, o candidato ao governo de Minas que recebeu o maior repasse do próprio partido para a campanha eleitoral de 2026. De acordo com informações do portal de Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), até a manhã desta segunda-feira (8/9), Kalil já havia recebido R$ 14 milhões do PDT nacional. 📲 Acesse o canal de O TEMPO no WhatsApp
+ Justiça Eleitoral manda suspender perfil de Alexandre Kalil no Threads Siga O TEMPO no Google e receba as principais notícias Seguir no Google
O valor destinado ao candidato se divide em R$ 7 milhões do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e R$ 7 milhões do Fundo Partidário. O Fundo Especial é uma verba pública distribuída exclusivamente em anos eleitorais e destinada estritamente ao custeio de campanhas de candidatos, de acordo com o TSE. Já o Fundo Partidário é um fundo financeiro contínuo, mantido por dotações orçamentárias da União, multas, penalidades, doações de pessoas físicas e outros recursos financeiros dos partidos políticos, mas que também pode ser usado em campanhas eleitorais.
Depois de Kalil, o atual governador de Minas, Mateus Simões (PSD), é o candidato que mais recebeu repasses, em um total de R$ 6 milhões. O PSD nacional destinou R$ 4,5 milhões para a campanha à reeleição do chefe do Executivo, por meio do Fundo Especial. Já o PSD em Minas repassou R$ 1 milhão para Simões. Nesse caso, os recursos são oriundos de doações de pessoas físicas ao partido. Além do PSD, o governador também recebeu recursos do Novo, seu antigo partido e legenda de seu padrinho político, o ex-governador Romeu Zema (Novo). A legenda em Minas destinou R$ 2,5 milhões para a campanha, fruto de doações.
Em seguida, está o deputado federal Patrus Ananias (PT). Até então, ele recebeu apenas recursos do PT nacional, cerca de R$ 8,3 milhões do Fundo Especial.
Já o candidato do PL ao governo de Minas, o empresário Flávio Roscoe teve um repasse de R$ 2,6 milhões do diretório nacional e cerca de R$ 1,7 milhão do estadual, totalizando aproximadamente R$ 4,3 milhões. Dos repasses do PL nacional, R$ 1,6 milhão é do Fundo Especial, enquanto o restante é proveniente de doações de pessoas físicas ao partido. O recurso estadual também foi proveniente de doações.
Já o técnico em mineração e candidato ao Palácio Tiradentes pelo PSTU, Rafael Duda, teve um repasse de R$ 100 mil do Fundo Especial do diretório nacional do partido. Outros candidatos
Os demais candidatos ao governo em 2026 — Ben Mendes (Missão), Cleitinho Azevedo (Republicanos), Gabriel Azevedo (MDB), Henrique Áreas (PCO), Indira Xavier (UP) e Túlio Lopes (PCB) — ainda não indicaram repasses de partidos para a campanha eleitoral no sistema do TSE.
No caso de Cleitinho, o senador já havia dito, quando confirmou que pretendia concorrer ao governo, que não pretendia usar o fundo de campanha do Republicanos durante a disputa. Em coletiva de imprensa em Divinópolis, reduto eleitoral de Cleitinho, no final de julho, ele firmou o compromisso de não receber os recursos.
+ Cleitinho será candidato ao governo; Republicanos liberou candidatura
'O que eu vou fazer na minha campanha é simplesmente o seguinte: se o povo me quiser, eu estou preparado. Quem vai fazer campanha para mim é o povo. Se eu conseguir ser candidato a governador, na hora que acabar a eleição, se eu ganhar, vai ser a primeira vez na história que o governador eleito menos gastou dinheiro. Porque não adianta vender a alma para o diabo agora', disse na ocasião.
(0)Comments