O Estrela da Amadora não poderá receber o SC Braga no Estádio José Gomes.
A Liga Portugal decidiu interditar o recinto da Reboleira devido ao estado do relvado, que já tinha sido alvo de críticas nas primeiras jornadas da temporada.
A decisão obriga a SAD tricolor a procurar uma solução alternativa para a receção ao conjunto minhoto, marcada para quinta-feira, às 20h15.
Neste momento, Estoril e Alverca são duas das hipóteses em cima da mesa para receber o encontro, embora a decisão final ainda não tenha sido anunciada.
O mau estado do relvado da Reboleira já tinha levado a Liga Portugal a deixar avisos ao clube, nomeadamente depois do encontro com o Sporting na primeira jornada, em que o organismo admitiu que o tapete não se encontrava nas condições ideais.
O Estrela terá agora de agir rapidamente para garantir um estádio alternativo e cumprir todas as condições necessárias para a realização do jogo com o SC Braga.
Leia o comunicado na íntegra:
O Estrela da Amadora tomou conhecimento da decisão da Liga Portugal de interditar o relvado do Estádio José Gomes para o encontro frente ao SC Braga, decisão comunicada a menos de três dias da realização do jogo.
O Clube respeita as entidades que regulam o futebol profissional português e reconhece a necessidade de critérios rigorosos relativamente às condições dos recintos desportivos. Não pode, contudo, deixar de manifestar a sua profunda indignação e incompreensão perante a forma como este processo foi conduzido.
Antes do encontro frente ao FC Famalicão, a Liga Portugal transmitiu ao Estrela da Amadora indicações concretas sobre as intervenções a realizar no relvado, incluindo uma placagem. O clube cumpriu essas orientações, investindo aproximadamente 15 mil euros, no entendimento de que estariam reunidas as condições para a realização dos encontros frente ao FC Famalicão e ao SC Braga.
Perante as dúvidas posteriormente levantadas, o Estrela solicitou à RED, empresa responsável pela manutenção do relvado, uma avaliação formal. A empresa transmitiu à Liga Portugal que o estado atual do terreno não coloca em causa a integridade física dos jogadores.
O clube cumpriu, portanto, todas as indicações recebidas, suportou os respetivos custos e limitou significativamente a utilização do relvado. Desde 31 de julho, a equipa principal não realizou qualquer treino no Estádio José Gomes.
Perante estes factos, a questão é simples:
O que mudou?
Que alteração objetiva e tecnicamente mensurável ocorreu entre as indicações anteriormente transmitidas, as intervenções realizadas, a avaliação da entidade responsável pelo relvado e a decisão agora comunicada?
Importa ainda referir que a substituição integral do relvado já se encontrava programada, não tendo sido realizada anteriormente por indisponibilidade da empresa responsável dentro da janela existente. A intervenção está prevista para a próxima pausa das seleções.
O encontro frente ao SC Braga tinha também já sido alvo de uma alteração de calendário solicitada pela equipa visitante e aceite pelo Estrela da Amadora num espírito de cooperação institucional.
Antes mesmo de qualquer decisão oficial ser comunicada ao clube, surgiram publicamente posições e expectativas relativamente ao local onde o encontro deveria ser disputado.
O Estrela da Amadora não estabelece qualquer relação de causalidade entre essas posições e a decisão posteriormente tomada. Considera, contudo, fundamental reafirmar que decisões desta natureza devem resultar exclusivamente de critérios técnicos, objetivos, transparentes e uniformes, totalmente independentes de quaisquer interesses ou conveniências das equipas envolvidas.
Se existe um nível mínimo de qualidade que determina a interdição de um relvado, esse critério tem de ser aplicado exatamente da mesma forma a todos.
Cooperar não pode significar ser prejudicado.
O Estrela da Amadora solicitará, por isso, os devidos esclarecimentos relativamente aos fundamentos técnicos desta decisão e aos critérios utilizados na avaliação dos relvados das competições profissionais.
O clube fica igualmente a aguardar que a Liga Portugal indique, com a máxima urgência, o recinto onde deverá ser realizado o encontro frente ao SC Braga.
A decisão agora comunicada deixa ao Estrela da Amadora uma janela de aproximadamente 48 horas para assegurar toda a organização de um jogo da principal competição do futebol profissional português fora do seu estádio, incluindo todas as exigências operacionais, logísticas, de segurança e de apoio aos seus adeptos.
É, por isso, indispensável que a definição do local do encontro seja comunicada sem qualquer demora adicional.
Não é razoável exigir a um clube que responda, em poucas horas, às consequências operacionais de uma decisão desta dimensão sem que lhe sejam dadas, com a mesma celeridade, as condições necessárias para o fazer.
O Estrela da Amadora fará, como sempre, tudo o que estiver ao seu alcance para garantir a realização do encontro nas melhores condições. Mas é igualmente legítimo exigir que a responsabilidade, a urgência e a capacidade de resposta sejam partilhadas por quem tomou esta decisão a menos de três dias do jogo.
Não procuramos privilégios nem tratamento especial.
Exigimos apenas igualdade de critérios, igualdade de tratamento e respeito institucional.
Aos nossos sócios e adeptos, lamentamos profundamente os constrangimentos provocados por uma decisão comunicada praticamente em cima da realização do encontro.
Continuaremos a defender os interesses do Estrela da Amadora e a trabalhar para que a nossa equipa possa regressar, o mais rapidamente possível, à sua casa.
Porque é aí que queremos jogar.
Porque é aí que os nossos adeptos querem ver o Estrela.
E porque defender o Estrela da Amadora é também exigir coerência, transparência e igualdade.'
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