LONDRES – A britânica Jaguar Land Rover anunciou nesta segunda-feira que cortará quase 10% de sua força de trabalho por meio de demissões voluntárias nos próximos dois anos, à medida que a indústria automotiva enfrenta pressões crescentes, incluindo a concorrência chinesa e tarifas.
A montadora de carros de luxo, que é controlada pela indiana Tata Motors e possui 17 unidades na Inglaterra, informou que cortará cerca de 4.000 empregos, com a meta de economizar 1,7 bilhão de libras e buscando reduzir seu ponto de equilíbrio (break-even) para 300 mil veículos.
A JLR emprega perto de 43 mil pessoas em todo o mundo, incluindo 34 mil no Reino Unido, mas não informou onde os cortes de pessoal ocorrerão.
'A indústria automotiva enfrenta desafios significativos, com mudanças tecnológicas em meio a intensa concorrência e incertezas geopolíticas contínuas', afirmou o diretor executivo da JLR, PB Balaji, em comunicado.
Na semana passada, a montadora alemã Volkswagen aprovou planos para cortar mais 50.000 empregos, em uma tentativa de enfrentar tarifas onerosas, excesso de capacidade e rivais chineses agressivos.
A JLR também está se recuperando de um ataque cibernético devastador que forçou uma paralisação prolongada da produção e afetou fornecedores em 2025.
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Os cortes de pessoal são um golpe para o governo do Reino Unido, que tenta impulsionar uma economia em crescimento lento.
O ministro das Finanças, John Healey, proferiu um discurso na segunda-feira a poucas milhas da sede da JLR em Coventry, no qual tentou traçar uma visão mais otimista do futuro econômico do país antes do que se espera ser um orçamento difícil no final de outubro.
A JLR afirmou que lançará cinco novos produtos nos próximos 12 meses e continuará investindo entre 15 bilhões e 18 bilhões de libras nos próximos cinco anos em eletrificação, tecnologias digitais, manufatura avançada e melhorias na experiência do cliente.
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No entanto, a empresa afirmou que precisa realizar economias e simplificar sua estrutura para tornar o negócio mais resiliente. O programa de demissão voluntária afetará principalmente 26.000 funcionários da JLR, entre assalariados e gestores.
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