Jan Bednarek, central do FC Porto, recordou esta terça-feira o assalto à sua casa que viveu com a sua família em maio deste ano, no qual foi ameaçado com uma faca pelos assaltantes.
Em declarações ao Kanal Sportowy, o central polaco admitiu que se tratou de uma "experiência dura", contando como todo esse episódio assustador se desenrolou e a forma como pensou em lutar com os criminosos, até que priorizou a segurança da sua família.
"Voltámos para casa com a família toda e tivemos quatro convidados indesejados. É preciso aprender não com os próprios erros, mas com a experiência dos outros. Posso partilhar a minha experiência, que foi difícil. Porque, quando a família está em casa, o mais importante não é armares-te em herói, mas sim garantir a segurança da família. Foi uma situação absurda, porque era uma sexta-feira à noite, 21h00. No domingo marco o golo que dá o título de campeão de Portugal e, na sexta-feira, temos ladrões em casa. Ainda me lembro de que nessa altura tínhamos ido levar a casa uns amigos das crianças. E, ao voltar a casa, já os ladrões andavam a correr por ela", começou por relatar.
"A primeira reação, claro, é lutar. Foi do género: eu subi as escadas, as raparigas esconderam-se na casa de banho. Queria lutar, porque se trata da nossa segurança, mas quando alguém puxa de um objeto longo e afiado, começas a analisar. Por isso falo em analisar a situação friamente, ver o que é mais importante - armar-se em herói e ter a possibilidade de dizer mais tarde: 'Lutei com alguém armado', ou garantir, apesar de tudo, a segurança, colocando a saúde em primeiro lugar antes dos bens materiais. Por todas as coisas que nos foram roubadas, posso trabalhar e, se jogar bem futebol, posso recuperá-las, mas a saúde infelizmente não. E parece-me que isso é o mais importante: fazer esse cálculo rapidamente", refletiu o defesa, de 30 anos.
De resto, Bednarek também foi questionado onde se vive melhor, no Porto ou em Poznan, na Polónia, com o central a deixar elogios à cidade onde se encontra, mas a não esquecer da segurança que tinha no seu país, especialmente depois do assalto que viveu este ano.
"Acho que uma mistura das duas coisas seria possível. Sentimo-nos incrivelmente bem aqui. Quando saio de manhã para dar um passeio e tenho esta vista todos os dias, à noite vou passear e tenho aqui o pôr do sol. É agradável, as pessoas são simpáticas, o tempo aqui não é desgastante. Estamos felizes aqui. Ao mesmo tempo, acho que os polacos não valorizam o quão belo e seguro é o seu país. Devíamos ter orgulho na Polónia", sublinhou.
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