A aliança que sustenta as candidaturas do governador Ricardo Ferraço (MDB) ao Palácio Anchieta e do ex-governador Renato Casagrande (PSB) ao Senado é ampla, formada por nove partidos, que contêm, ao todo, 33 candidatos a deputado federal.
Casagrande é considerado até por adversários como "praticamente eleito" e é o cabo eleitoral mais disputado entre aliados. A divisão da atenção e do esforço dedicados pelo socialista aos candidatos à Câmara dos Deputados, porém, já virou motivo de discórdia.
Nos bastidores, é patente o descontentamento dos deputados federais Da Vitória (PP) e Gilson Daniel (Podemos) com o ex-governador.
Rose, ok. Faz parte da coligação. Mas a presença de Evair, que é do time do ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini (Republicanos), chama a atenção.
A ausência de Casagrande, entretanto, destaca-se ainda mais.
Segundo aliados de Da Vitória, o deputado federal, que preside o PP e a superfederação União Progressista, também soltou a mão do ex-governador por se sentir desprestigiado.
Apoia, para o Senado, Sérgio Meneguelli (PSD), que não está na coligação de Ricardo e Casagrande, e Evair, seu aliado de longa data e ex-correligionário.
"Casagrande trabalha, principalmente, pela eleição de candidatos a deputado federal do PSB, notadamente a Manu (Emanuela Pedroso, ex-secretária de Governo), o Freitas (ex-diretor-geral do DER) e o Tyago Hoffmann (deputado estadual e ex-secretário estadual de Saúde)", contou uma pessoa que integra a coligação.
De acordo com o que a coluna apurou, Casagrande nem foi convidado para o lançamento da candidatura de Gilson, na última quinta-feira (3). Na ocasião, o deputado apareceu ao lado de outros dois candidatos ao Senado: Rose de Freitas (MDB) e Evair de Melo (Republicanos).
O apoio do ex-governador seria explicitado não apenas diretamente, mas por meio de interlocutores, que apelam a lideranças locais nos municípios.
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