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Bancários de bancos privados aprovam reajuste e novas regras, enquanto funcionários da Caixa rejeitam proposta
Deny Campos Florianópolis
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Trabalhadores de bancos privados de todo o país aprovaram a renovação da CCT (Convenção Coletiva de Trabalho), enquanto os bancários da Caixa Econômica Federal rejeitaram a proposta e decidiram entrar em greve nos próximos dias.
As decisões foram tomadas em assembleias realizadas entre quinta e sexta-feira (4).
A proposta foi apresentada pela Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) e negociada em mesa única pelo Comando Nacional dos Bancários.
Apesar da aprovação entre os funcionários dos bancos privados, a proposta também foi rejeitada pela maioria das assembleias do Banco do Brasil, que reúne 60 sindicatos regionais. O Banco do Brasil pede a reabertura das negociações.
Bancários da Caixa rejeitam proposta e aprovam greve
Os bancários da Caixa foram os únicos entre os trabalhadores das instituições federais mencionadas a aprovar uma greve a partir do dia 10 de setembro.
Com 90% dos votos contrários à proposta apresentada durante as negociações, um dos principais pontos de resistência está relacionado ao Saúde Caixa.
Segundo a categoria, a proposta não resolve o grave problema de déficit do plano e ainda rompe com princípios históricos, como a solidariedade e o pacto intergeracional.
A crítica também está relacionada à previsão de reajustes que aumentam conforme a idade dos participantes. No Banco do Brasil, a maioria das assembleias também rejeitou a proposta apresentada pela Fenaban e defende que as negociações sejam reabertas.
Os bancários dos bancos privados aprovaram aumento real de INPC + 0,6% nos salários e nas demais remunerações previstas na convenção coletiva.
O reajuste também será aplicado a itens como Participação nos Lucros e Resultados (PLR), vales-alimentação e refeição, pisos salariais e auxílios.
Entre as cláusulas sociais aprovadas está a participação dos sindicatos no Programa de Gerenciamento de Riscos Psicossociais.
A iniciativa tem como objetivo contribuir para a redução do adoecimento mental entre os trabalhadores da categoria. Outro ponto previsto na renovação envolve o monitoramento digital no ambiente de trabalho.
A proposta estabelece limites para a vigilância realizada por meio de ferramentas digitais e prevê o direito à desconexão. Na prática, a medida busca garantir que o tempo dos trabalhadores fora da jornada seja respeitado.
Com isso, os empregados não deverão ser obrigados a atender ligações ou responder mensagens fora do horário de trabalho, seja de clientes ou de gestores, entre outras situações previstas nas cláusulas negociadas.
A assinatura da renovação da Convenção Coletiva de Trabalho 2026/2028 está marcada para a próxima quarta-feira (9).
O acordo aprovado pelos funcionários dos bancos privados deverá formalizar as novas condições negociadas entre a Fenaban e o Comando Nacional dos Bancários.
Enquanto isso, a situação da Caixa permanece distinta, com a categoria tendo aprovado a paralisação a partir do dia 10.
No Banco do Brasil, a rejeição da proposta pela maioria das assembleias também mantém aberta a possibilidade de novas negociações entre trabalhadores e representantes da instituição.
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Deny Campos Repórter
Deny Campos é repórter do portal ND Mais, responsável por trazer os destaques do cenário nacional e internacional, como a previsão do tempo no Brasil e casos de segurança que chamam a atenção em São Paulo, Rio de Janeiro e outras grandes cidades. Formado pela Feapa (Faculdade de Estudos Avançados do Pará) e com MBA em Comunicação e Marketing Digital, é jornalista desde 2018, atuou como assessor na OAB Pará e também escreve sobre política, economia e bastidores. Cobriu as Eleições 2024 pelo ND Mais, com foco na produção de matérias factuais de nível estadual e nacional sobre os pleitos municipais. Leia mais ▾
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