Os funcionários da Caixa Econômica Federal em Goiás decidiram entrar em greve a partir desta terça-feira, 8, após uma assembleia realizada de maneira virtual, na qual a maioria rejeitou a proposta apresentada pelo banco.
Segundo o Sindicato dos Bancários do Estado de Goiás, a greve demonstra a insatisfação dos empregados da Caixa com os termos apresentados nas negociações e reforça a disposição da categoria em defender avanços nas reivindicações da Campanha Nacional.
As discussões sobre o custeio do plano de saúde vêm provocando forte insatisfação entre os trabalhadores, especialmente diante das propostas que ampliam a participação dos beneficiários nas despesas. A insatisfação com o Saúde Caixa se soma a outras reivindicações da categoria relacionadas a salários, Participação nos Lucros e Resultados (PLR), benefícios e condições de trabalho.
'O resultado da assembleia mostra a força e a insatisfação dos empregados da Caixa diante de uma proposta que não atende às reivindicações da categoria. A greve é um instrumento legítimo de pressão para que os bancos compreendam a insatisfação dos trabalhadores e retomem as negociações com uma proposta que valorize os empregados da Caixa. O Sindicato estará presente e os bancários podem contar conosco', afirmou Sergio Costa.
Por meio de nota, a Caixa informou que 'mantém aberto o diálogo com as entidades representativas dos empregados e segue empenhada na construção de uma solução para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) e da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), pautada pela valorização dos empregados, pela sustentabilidade da instituição e pelo compromisso com a continuidade dos serviços prestados à sociedade'.
Proposta dos trabalhadores
Segundo o presidente do Sindicato dos Bancários do Estado de Goiás, Sergio Luiz da Costa, a proposta negociada prevê reajuste correspondente a 100% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), acrescido de 0,6% de ganho real. A estimativa considera uma inflação entre 3,90% e 4,22%, o que levaria o reajuste para uma faixa próxima de 4,8%.
'Esse ano nós conseguimos o INPC cheio, 100% do INPC, mais 0,60 de ganho real. Em 2027, o reajuste também vai ser nessa mesma proporção', afirmou Sergio Luiz ao Jornal Opção.
A data-base dos bancários é 1° de setembro. De acordo com o sindicalista, a convenção coletiva tem duração de dois anos, e as negociações também ocorrem por meio de uma mesa permanente com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).
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