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"Guerra Traduzida" na Rádio Observador. Passamos agora em revista os destaques da imprensa russa com a Laura Figueiredo. O ministro dos Negócios Estrangeiros russo considera que as relações que existiam entre a Rússia e o Ocidente antes do conflito na Ucrânia nunca mais vão existir. São declarações de Sergei Lavrov, citadas pela Ria Novosti. O chefe da diplomacia russa rejeita retomar as relações pré-conflito com os países ocidentais. O ministro acrescenta que Moscovo deixou de confiar nos Estados do Ocidente, acusa-os de terem mentido no passado e de continuarem a fazê-lo. Lavrov considera ainda que a tentativa da Rússia de dar uma oportunidade aos países ocidentais acabou apenas por confirmar a atual posição de Moscovo. Em resposta à Alemanha, a Rússia anunciou o fecho do consulado alemão em São Petersburgo. Uma decisão anunciada hoje pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia. A posição serve de retaliação a decisões semelhantes tomadas pela Alemanha na sequência da tentativa de ataque de drone no aeroporto de Leipzig, em agosto. A Rússia critica as ações não amigáveis da Alemanha. Segundo a agência TASS, todos os funcionários do consulado devem sair do país até ao dia 18 de setembro. Em comunicado citado pela agência russa, o Ministério dos Negócios Estrangeiros critica a decisão alemã de encerrar o consulado-geral russo em Bonn e a Casa Russa de Ciência e Cultura em Berlim. A Alemanha acusou no início do mês a Rússia de ter coordenado um ataque híbrido ao aeroporto de Leipzig. A Rússia avisa que mísseis dos Estados Unidos na Europa afastam o diálogo com Washington. Em causa, as notícias de que a Noruega teria implantado um sistema capaz de lançar mísseis de cruzeiro dos Estados Unidos. De acordo com a agência de notícias Interfax, a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo diz que Moscovo considera o aparecimento na Europa de sistemas norte-americanos capazes de lançar mísseis como mais um passo na série interminável de ações fortemente desestabilizadoras por parte dos países da NATO. A Rússia diz que não há condições para discutir com os Estados Unidos a estabilidade estratégica e avisa que a presença destes mísseis na Europa pode tornar esse diálogo ainda mais difícil. Duas pessoas morreram na sequência de ataques de drones ucranianos contra Sebastopol. A cidade de Sebastopol é uma base da Frota do Mar Negro da Marinha Russa, na península ucraniana da Crimeia, anexada pela Rússia. O governador local adianta que uma das duas vítimas mortais é uma criança. O responsável adianta ainda que o drone estava carregado com explosivos e elementos metálicos e dá conta de que, ao longo da noite, as defesas antiaéreas neutralizaram oito drones ucranianos. De acordo com o governador, os serviços de emergência de Sebastopol foram também informados de danos em oito edifícios. Fica por aqui esta edição da "Guerra Traduzida", hoje com a jornalista Laura Figueiredo.
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