Moradores de diversas regiões do Rio de Janeiro registram a presença de grandes revoadas de cupins voadores, conhecidos como aleluias ou siriris, nesta terça-feira (8). O fenômeno, que costuma ocorrer na primavera e no verão, foi antecipado para agosto, impulsionado por temperaturas elevadas e solo úmido após chuvas.
Os insetos são atraídos por fontes de luz, como postes, estabelecimentos comerciais e lâmpadas residenciais. Registros feitos na região de Sepetiba, na Zona Oeste, mostram os grupos concentrados ao redor de luminárias e entrando em imóveis.
Arion Tulio Aranda, curador da Coleção de Simulídeos do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), explicou que a combinação de noites quentes e solo amolecido por chuvas favorece o acasalamento. O especialista afirmou que a percepção dessas revoadas fora do período esperado é um indicativo de que as mudanças climáticas estão ocorrendo.
Os cupins alados estão em fase reprodutiva e deixam os ninhos em grupos para formar novas colônias. Após o voo, os insetos perdem as asas, que frequentemente ficam acumuladas no chão ou próximas a luzes.
Para reduzir a entrada dos insetos nas casas, a recomendação é manter portas e janelas fechadas ao fim da tarde e apagar as luzes externas. Outra medida é concentrar a iluminação nos ambientes internos para diminuir a atração nas entradas.
Apesar do incômodo causado pelas revoadas, os cupins voadores não picam e não transmitem doenças aos seres humanos.
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