Seis minutos e 23 segundos de noite em pleno dia: o eclipse de 2 de agosto de 2027 vai ser o mais longo sobre terra firme desde 1991, ninguém vai ver outro maior até 2114, a faixa de escuridão de 258

Seis minutos e 23 segundos de noite em pleno dia: o eclipse de 2 de agosto de 2027 vai ser o mais longo sobre terra firme desde 1991, ninguém vai ver outro maior até 2114, a faixa de escuridão de 258
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Category: SciTech
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5 min de leitura Perto de Luxor, no Egito, a totalidade ficará quase nos 6 minutos e 23 segundos máximos de 2 de agosto de 2027, atrás do eclipse de 2009 neste século. Benghazi passa de seis minutos e Jeddah chega perto. O Brasil terá um eclipse anular em 6 de fevereiro de 2027 O eclipse solar total de 2 de agosto de 2027, uma segunda-feira, vai deixar regiões do sul da Espanha, do norte da África e do Oriente Médio no escuro por mais de seis minutos em pleno dia, com duração máxima de 6 minutos e 23 segundos. Apelidado de 'eclipse do século', será o mais longo sobre terra firme desde 1991 e o segundo mais longo do século XXI, e nenhum eclipse total posterior vai superá-lo até 2114. As informações foram publicadas pelo g1 em 6 de setembro de 2026, em reportagem de Roberto Peixoto, com dados sobre a faixa de totalidade, os fatores astronômicos que explicam a duração e as regras de segurança para observar o fenômeno. 6 minutos e 23 segundos: segundo mais longo do século, atrás dos 6m39s de 2009 No ponto de maior duração, a Lua ficará diante do Sol por 6 minutos e 23 segundos. Isso faz do eclipse de 2027 o segundo solar total mais longo do século XXI. O recorde pertence ao eclipse de julho de 2009, que chegou a 6 minutos e 39 segundos, 16 segundos a mais do que o previsto para agosto de 2027. Diferença de 2009: máximo no Pacífico; em 2027, terra firme Há uma diferença importante entre os dois eclipses. Em 2009, o ponto de duração máxima ficou sobre o Oceano Pacífico. Em 2027, áreas em terra terão mais de seis minutos de totalidade, o que torna o evento acessível a observadores sem navio ou avião. Maior em terra desde 1991, e sem rival até junho de 2114 Será a maior duração desse tipo sobre terra firme desde 1991, segundo o g1. Nenhum eclipse total posterior será mais longo até 2114, quando um fenômeno previsto para junho daquele ano deverá alcançar 6 minutos e 32 segundos. Quem perder 2027 não verá um eclipse mais longo em vida. Faixa de 258 km: Espanha, Marrocos, Argélia, Tunísia, Líbia, Egito, Arábia Saudita, Iêmen e Somália A faixa onde o Sol ficará completamente encoberto terá cerca de 258 quilômetros de largura. Ela atravessa o sul da Espanha e segue pelo norte da África e pelo Oriente Médio. No caminho estão áreas de Marrocos, Argélia, Tunísia, Líbia, Egito, Arábia Saudita, Iêmen e Somália. Cidades do sul da Espanha e do norte do Marrocos também ficam dentro da faixa. Luxor perto do máximo; Benghazi acima de seis minutos; Jeddah quase seis O Egito estará entre os pontos mais privilegiados. Nas proximidades de Luxor, no sul do país, a totalidade ficará muito perto dos 6 minutos e 23 segundos máximos. Benghazi, na Líbia, ficará mais de seis minutos na totalidade, e Jeddah, na Arábia Saudita, terá quase seis minutos. Luxor, às margens do Nilo e perto do Vale dos Reis, já aparece como um dos destinos mais procurados para a data. Hotéis e excursões reservados com meses de antecedência, especialmente no Egito A procura por hospedagem nesses lugares já começou. Levantamentos citados pela imprensa internacional mostram hotéis e excursões sendo reservados com meses de antecedência, especialmente no Egito. Faltando onze meses para o eclipse, a reserva antecipada já é parte do fenômeno, segundo o g1. Lua no perigeu, Terra perto do afélio: por que dura tanto Um eclipse solar total acontece quando a Lua passa entre a Terra e o Sol e, vista de uma região do planeta, encobre completamente o disco solar. A duração depende de vários fatores, e em agosto de 2027 eles estarão especialmente bem combinados. Poucas horas antes do eclipse, a Lua estará próxima do perigeu, o ponto da órbita em que fica mais perto da Terra, e parecerá um pouco maior no céu. A Terra, por sua vez, estará relativamente próxima do afélio, quando fica mais distante do Sol, e o disco solar parecerá ligeiramente menor. Latitudes baixas e a rotação da Terra prolongam a sombra A trajetória da sombra atravessará latitudes baixas, onde o movimento de rotação da Terra ajuda a prolongar o tempo em que uma mesma região permanece dentro da sombra lunar. Lua maior, Sol menor e rotação a favor somam os segundos que fazem de 2027 um caso raro, conforme a explicação do g1. Brasil fica de fora, mas tem eclipse anular em 6 de fevereiro de 2027 Na prática, o eclipse de 2 de agosto de 2027 não poderá ser observado do Brasil. A faixa de totalidade passa muito longe do país. Meses antes, em 6 de fevereiro de 2027, os brasileiros poderão ver outro eclipse solar, do tipo anular, visível como parcial em uma área muito maior do território nacional. Óculos próprios na fase parcial; chapa de raio-X não protege Quem estiver na faixa de totalidade precisará usar óculos próprios para eclipses durante toda a fase parcial. Somente na totalidade, com o Sol completamente encoberto, é possível olhar sem proteção; assim que qualquer parte do Sol reaparecer, os óculos voltam. Óculos escuros comuns, chapas de raio-X e outros filtros improvisados não oferecem proteção adequada. Nos poucos minutos de escuridão total, será possível observar a coroa solar, a atmosfera externa do Sol, normalmente escondida pelo brilho da estrela. Faltam onze meses: as reservas já correm e a data está marcada Quando a reportagem foi publicada, em 6 de setembro de 2026, faltavam onze meses para o eclipse de 2 de agosto de 2027, e os hotéis do Egito já recebiam reservas antecipadas para a faixa de 258 quilômetros. Para quem está no Brasil, a chance seguinte de ver um eclipse solar em casa é o anular de 6 de fevereiro de 2027, cinco meses antes do 'eclipse do século'. O g1 não informa horários locais da totalidade em cada cidade. Na sua opinião, um eclipse de 6 minutos e 23 segundos justifica uma viagem ao Egito ou à Espanha em agosto de 2027, ou o eclipse anular visível do Brasil em fevereiro já basta? Deixe sua opinião nos comentários.

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