O senador e candidato a Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apoiou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, mas aproveitou o episódio para criticar o presidente Lula e questionar a atuação da corporação. Em publicação nas redes sociais nesta terça-feira, 8, o parlamentar destacou que Andrei chegou ao comando da PF por indicação do presidente.
Andrei foi afastado preventivamente após a divulgação de informações sobre o monitoramento do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça. O episódio levantou questionamentos sobre a atuação da Polícia Federal e sobre uma possível investigação clandestina contra um integrante da Corte.
A proximidade entre Lula e Andrei também foi ressaltada por Flávio. Na segunda-feira, 7, o então diretor-geral da PF esteve presente na cerimônia de comemoração do Dia da Independência, em Brasília, a convite do presidente.
Ao comentar o afastamento, Flávio afirmou que Andrei seria ligado politicamente a Lula e classificou o episódio como evidência de uma suposta instrumentalização da Polícia Federal pelo governo.
'Chefe da PF (companheiro, camarada, amigo, irmão, brother, cupincha, parça, aliado, preposto, indicado, pau-mandado de Lula) acusado de liderar investigações clandestinas contra um ministro do STF', escreveu.
Na sequência, o senador afirmou que o caso teria exposto uma estrutura dentro da Polícia Federal ligada ao presidente.
'Grupo especial de Lula na Polícia Federal desmascarado oficialmente', declarou.
Flávio defendeu ainda que a corporação mantenha autonomia para investigar crimes, em vez de, segundo ele, ser utilizada contra adversários políticos do governo.
'Que a honrosa e gloriosa Polícia Federal volte a ter autonomia para ir atrás de bandidos, e não de adversários políticos de Lula', afirmou.
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