Mineradora esclarece à B3 e à CVM que não há planos para abertura de capital ou mudança na estrutura da VBM
8 de setembro de 2026 • 13:42
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A Vale negou nesta terça-feira (8) ter estudos em andamento ou decisão tomada sobre a realização de uma oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) de sua subsidiária de metais básicos, a Vale Base Metals (VBM).
Em nota de esclarecimento enviada à B3, a Bolsa de Valores brasileira, e à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), a mineradora diz que 'não há estudos em andamento ou decisões tomadas pela administração' sobre potenciais ofertas públicas de ações ou mudanças na estrutura de capital da subsidiária.
A companhia afirmou ainda que implementa iniciativas operacionais e estratégicas voltadas ao fortalecimento da competitividade e à geração de valor da VBM. O esclarecimento foi prestado após a B3 solicitar uma manifestação sobre notícias de que a empresa teria arquivado os planos de abertura de capital da unidade.
Segundo reportagem do jornal canadense The Globe and Mail, a Vale teria arquivado os planos de realizar o IPO da VBM devido à pressão política relacionada à possibilidade de o Brasil perder o controle sobre ativos estratégicos de mineração.
Em junho, o CEO da subsidiária, Shaun Usmar, disse estar preparando um IPO até 2027, ou até antes, em entrevista à Bloomberg.
A Vale detém 90% da Vale Base Metals, enquanto os 10% restantes pertencem à Manara Minerals.
A VBM é especializada na mineração de níquel e cobre, minerais considerados estratégicos para a transição energética global e para uma economia de baixo carbono, com aplicações em baterias e eletrificação.
No Brasil, as operações da VBM estão concentradas no Pará. Segundo a empresa, o complexo de Salobo, em Marabá, é a maior reserva mineral de cobre do país, com reservas estimadas em 1,15 bilhão de toneladas métricas de minério de cobre.
Conteúdo distribuído por Folhapress
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