Czinger 21C Spyder troca bancos lado a lado por configuração em fila
Esqueça a imagem tradicional de duas pessoas dividindo a primeira fileira de um carro esportivo. No Czinger 21C Spyder, o motorista ocupa a posição central e o passageiro viaja exatamente atrás dele. A solução deixa a cabine estreita e transforma a disposição dos bancos em uma das características mais reconhecíveis do modelo.
Apresentado como versão aberta do 21C, o Spyder combina essa arquitetura pouco convencional com teto rígido removível de fibra de carbono. A fabricante americana afirma que o carro entrega 1.250 bhp de potência combinada, acelera de 0 a 60 mph, cerca de 96 km/h, em 1,9 segundo e alcança 205 mph, aproximadamente 330 km/h.
A exclusividade também aparece na produção. Apenas 30 exemplares estão previstos, com preço inicial de US$ 2,75 milhões nos Estados Unidos. Mais do que criar um conversível extremamente caro, a Czinger aproveitou o projeto para mostrar uma maneira diferente de pensar a construção de um hipercarro.
Por que os bancos ficam um atrás do outro
A configuração em fila não nasceu apenas para chamar atenção. Ao posicionar motorista e passageiro no mesmo eixo longitudinal, os engenheiros conseguem trabalhar com uma cabine mais estreita. No 21C, a própria marca relaciona essa arquitetura à eficiência aerodinâmica e à distribuição de peso.
Para quem dirige, a experiência também muda. O motorista fica no centro do veículo, sem o deslocamento para a esquerda ou direita encontrado nos automóveis convencionais. Logo atrás está o segundo assento. A organização lembra mais a lógica visual de um cockpit do que o interior de um esportivo tradicional.
Transformar essa solução em um carro aberto trouxe uma questão adicional: retirar o teto sem comprometer as características aerodinâmicas do projeto. A resposta foi desenvolver um novo monocoque e uma grande seção removível sobre os dois ocupantes.
Mesmo sem o teto, os números divulgados pela fabricante permanecem elevados. A Czinger informa que o Spyder produz 3.307 libras, cerca de 1.500 kg, de pressão aerodinâmica a 150 mph com a cobertura instalada. Sem ela, a redução é pequena para um veículo aberto, segundo os dados apresentados no lançamento.
Impressão 3D vai muito além de pequenos componentes
Debaixo da carroceria está uma característica ainda mais incomum. O 21C foi desenvolvido com uso intensivo de projeto computacional, fabricação aditiva e montagem automatizada. A própria Czinger informa que 23% do veículo é produzido por impressão 3D.
Uma das novidades do Spyder é o BrakeNode, componente que reúne funções normalmente distribuídas entre diferentes peças do sistema de freios e da suspensão. A estrutura integra pinça de freio, suporte da roda e passagens do fluido em uma única peça produzida por fabricação aditiva.
Segundo dados divulgados no lançamento, a mudança contribui para reduzir massa não suspensa e encurtar a distância de frenagem. O interior recebeu abordagem semelhante por meio do NeuralNode, estrutura que concentra diferentes comandos e funções do painel.
Um V8 que trabalha junto com motores elétricos
A mecânica acompanha a arquitetura incomum. O conjunto híbrido combina um V8 biturbo de 2,88 litros com sistema elétrico de 800 volts. Motores elétricos atuam nas rodas dianteiras, enquanto a recuperação de energia ajuda a alimentar as baterias durante o funcionamento.
O resultado coloca o 21C Spyder entre os carros de produção com números de desempenho mais extremos disponíveis atualmente. A velocidade máxima declarada chega a 330 km/h, enquanto a aceleração inicial acontece em menos de dois segundos.
Ainda assim, talvez seja necessário abrir a porta para perceber imediatamente o que diferencia o modelo. Em um mercado no qual fabricantes disputam potência, aerodinâmica e materiais cada vez mais sofisticados, o Czinger coloca uma mudança visível bem no centro da cabine: duas pessoas continuam viajando no carro, só que uma atrás da outra.
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