O advogado João Vitor Domingues Romeiro, de 25 anos, foi apontado pela Polícia Civil como o autor do assassinato da esposa, a médica Gassi Mazia, de 37 anos, no apartamento do casal em Maringá, no Paraná, em 5 de setembro. O homem fugiu da residência logo após o crime e abandonou o filho de oito meses sozinho no local.
Padrasto admite ter matado bebê de 1 ano e 3 meses porque choro da criança teria feito ele perder dinheiro em aposta pic.twitter.com/E0xJ9jojfp
Um familiar da médica seguiu até o prédio logo após ser avisado sobre o homicídio e ouviu o pranto da criança ainda do corredor. Ao derrubar a porta para entrar na residência, a testemunha encontrou Gassi Mazia caída com ferimentos no corpo. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência compareceu ao endereço e atestou a morte da profissional de saúde.
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Segundo o delegado Adriano Garcia, a vítima apresentava cerca de dez perfurações pelo corpo provocadas por golpes de faca, enquanto os socorristas e policiais que atenderam a ocorrência no imóvel recolheram três armas brancas encontradas perto de onde estava a médica caída.
A equipe da Polícia Militar constatou que a criança não apresentava lesões aparentes. A corporação não conseguiu precisar o tempo exato em que o bebê esteve sozinho no apartamento.
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Logo após o assassinato da mulher, João Vitor Domingues Romeiro dirigiu por 32 quilômetros até a cidade de Mandaguari. O homem estacionou o carro no quintal de uma parente, que chamou a Polícia Militar ao notar a gravidade das lesões que ele apresentava. Policiais militares relataram à Polícia Civil que o advogado admitiu para a familiar ter matado a médica.
A testemunha ouvida pelo delegado confirmou a declaração do homem, sem detalhes sobre a motivação.
A equipe da Polícia Militar encontrou o suspeito dentro do automóvel com cortes no pescoço. Os agentes deram voz de prisão em flagrante pelo crime de feminicídio e encaminharam o suspeito para tratamento em uma unidade de saúde sob custódia armada.
A Justiça determinou a prisão preventiva do advogado em 6 de setembro. O investigado continuou internado para receber cuidados médicos antes de ser levado a uma unidade carcerária estadual. A equipe médica que atendeu a ocorrência inicial já havia deixado a cena do crime quando a polícia finalizou a contenção.
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Gassi Mazia trabalhava como médica na Unidade Básica de Saúde Nova Aliança, situada no município de Sarandi, a cerca de sete quilômetros de Maringá.
A Prefeitura de Sarandi divulgou uma nota de pesar pela morte da servidora pública e manifestou repúdio à violência contra mulheres. João Vitor Domingues Romeiro atuava como assessor jurídico da Procuradoria-Geral de Marialva, cidade a 17 quilômetros de Maringá, mas o governo municipal publicou a exoneração dele do cargo público em 6 de setembro.
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