Sudão do Sul e Uganda acordam facilitar…

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Category: Health
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O compromisso foi formalizado segunda-feira à noite, em Juba (Sudão do Sul), com a assinatura de um Memorando de Entendimento (MoU) pelos ministros da Saúde dos dois países, destinado a reforçar a vigilância transfronteiriça de doenças, a resposta conjunta a surtos e a segurança sanitária regional. O vice-presidente do Sudão do Sul, Hussein Abdelbagi Akol, afirmou que o Governo vai acelerar a concessão de isenções temporárias de vistos e autorizações de trabalho, permitindo que equipas de emergência atravessem a fronteira sem entraves para apoiar as actividades conjuntas de vigilância. "O Sudão do Sul e o Uganda estão unidos na determinação de reforçar a colaboração transfronteiriça, a partilha contínua de informações, a preparação e a resposta coordenada às ameaças à saúde pública", afirmou Akol durante a cerimónia de assinatura. O ministro sul-sudanês da Saúde, Luke Thompson Thoan Teny, disse que o acordo transforma a cooperação bilateral, até agora baseada numa colaboração informal, num mecanismo institucionalizado de resposta rápida. O governante alertou que surtos localizados de doenças podem evoluir rapidamente para emergências sanitárias de dimensão regional. Nos termos do acordo, os dois Estados vão partilhar, em tempo real, dados epidemiológicos, emitir alertas conjuntos sobre surtos, realizar operações coordenadas de rastreio de contactos, uniformizar os procedimentos de controlo sanitário nas fronteiras e coordenar a mobilização de unidades móveis de saúde. O ministro da Saúde do Uganda, Chris Baryomunsi, considerou o acordo fundamental devido à intensa circulação de pessoas através da fronteira e às experiências acumuladas durante as epidemias anteriores. Baryomunsi recordou que o Uganda conseguiu conter o seu mais recente surto de Ébola em cerca de 73 dias, registando 20 casos confirmados, 18 recuperações e duas mortes, e reiterou a disponibilidade do país para partilhar a sua experiência de controlo da doença com o Sudão do Sul. O ministro ugandês apelou igualmente às partes para acelerarem com a implementação do acordo, defendendo a elaboração de um roteiro estruturado com prioridades, responsabilidades, prazos e recursos claramente definidos. Baryomunsi sublinhou ainda a necessidade de reforço da cooperação regional, propondo a criação de uma força sanitária de reserva, semelhante aos mecanismos regionais de segurança, que possa ser rapidamente mobilizada para países afectados por surtos de doenças. O director nacional do Africa Centres for Disease Control and Prevention (Africa CDC) no Sudão do Sul, Tolbert Geewleh Nyenswah, informou que o país identificou 15 condados de alto risco e 22 pontos de entrada prioritários como elementos fundamentais da sua estratégia de preparação. Segundo Nyenswah, o plano actualizado de preparação para os próximos seis meses necessita de mais de 30 milhões de dólares para reforçar as infra-estruturas laboratoriais, garantir medicamentos e outros materiais médicos. CV

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