'Dinheiro esquecido': R$ 5,6 bilhões ainda podem ser resgatados

'Dinheiro esquecido': R$ 5,6 bilhões ainda podem ser resgatados
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Category: Financial
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O Banco Central (BC) informou nesta terça-feira (08) que ainda existem cerca de R$ 5,64 bilhões em "recursos esquecidos" nas instituições financeiras. O balanço considera valores contabilizados até julho deste ano. Do total, R$ 4,24 bilhões pertencem a 23,6 milhões de pessoas físicas, enquanto R$ 1,4 bilhão corresponde a 2,2 milhões de empresas. Em março deste ano, o montante chegava a R$ 10,6 bilhões. Desde então, o valor vem diminuindo após parte dos recursos ser transferida para um fundo público para viabilizar o Novo Desenrola. Em maio, havia R$ 6,2 bilhões disponíveis. Já em junho, o valor caiu para R$ 5,1 bilhões. No sistema do Banco Central é possível consultar se pessoas físicas, inclusive falecidas, e empresas têm valores deixados para trás em bancos, consórcios ou em outras instituições financeiras. No começo de maio, o Governo anunciou que usaria entre R$ 5 bilhões e R$ 8 bilhões dos recursos esquecidos pelos trabalhadores nos bancos para viabilizar descontos no Novo Desenrola, programa de renegociação de dívidas. No fim do mês, cerca de R$ 5,7 bilhões foram encaminhados para o Fundo de Garantia de Operações (FGO), que oferece garantias às instituições financeiras. Na prática, parte desse dinheiro pode ser usada para cobrir um eventual calote de quem tomou crédito. A transferência chamou a atenção do Tribunal de Contas da União (TCU). Técnicos do tribunal verificam o uso de recursos para programas federais por fora do orçamento público. A questão está relacionada ao fato de que, por não passar pelo orçamento da União, esse dinheiro não fica dentro dos limites de gastos que precisam ser obedecidos pelo Governo. Pelas regras, as despesas não podem crescer mais de 2,5% ao ano acima da inflação. Se o montante fosse incluído formalmente no orçamento e, consequentemente, no limite de gastos, o Governo teria que bloquear um valor equivalente em outras despesas livres (discricionárias). Isso aumentaria a pressão sobre o orçamento em um ano eleitoral. Em julho, R$ 17,9 bilhões do orçamento dos ministérios ainda permaneciam bloqueados neste ano justamente para cumprir o limite de despesas. A restrição já afeta áreas importantes, como atividades de fiscalização, investimentos em tecnologia e a prestação de serviços à população, incluindo as agências reguladoras. Mesmo com parte dos recursos tendo sido transferida, ainda há bilhões disponíveis para resgate. Para saber se você ou sua empresa tem algum valor a receber, a consulta deve ser feita pelo sistema oficial do Banco Central. O serviço permite consultar valores deixados em bancos, consórcios e outras instituições. A consulta e o resgate são gratuitos, portanto, desconfie de mensagens ou links que cobrem qualquer tipo de taxa. "Dinheiro esquecido": veja como aumentar o nível da conta gov.br A consulta é simples e feita pela internet. Basta acessar o site oficial, informar o CPF e a data de nascimento e clicar em "Consultar". Se houver algum valor disponível, será necessário entrar no sistema por meio de uma conta gov.br para solicitar o resgate. A conta precisa ser de nível prata ou ouro. Quem ainda não tiver esse nível de segurança pode fazer o ajuste pelo site ou aplicativo gov.br. O ideal é resolver essa etapa antes de solicitar o dinheiro, para evitar problemas no momento do resgate. Depois de entrar no sistema, siga os passos: Na opção "Solicitar por aqui", o dinheiro será devolvido via Pix em até 12 dias úteis. Depois de informar os dados pessoais, anote o número do protocolo. Ele poderá ser necessário caso seja preciso entrar em contato com a instituição. Quem não possui Pix pode escolher a opção "Solicitar via instituição". Nesse caso, será necessário entrar em contato com a instituição financeira pelos canais de atendimento indicados pelo sistema e combinar a forma de recebimento. Também é possível consultar valores deixados por pessoas que já morreram. A consulta pode ser feita por herdeiro, testamentário, inventariante ou representante legal. É necessário preencher um termo de responsabilidade e, depois da consulta, entrar em contato com a instituição financeira onde o dinheiro está disponível para verificar os procedimentos necessários para o resgate. o Banco Central não cobra nenhuma taxa para consultar ou receber o dinheiro. Por isso, não forneça senhas, códigos ou dados bancário s a pessoas que prometam liberar os valores mediante pagamento. *Estagiária sob supervisão

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