Ministra do Ambiente responde a José Luís Carneiro: "Governo não está a lucrar com aumentos nos combustíveis"

Ministra do Ambiente responde a José Luís Carneiro: "Governo não está a lucrar com aumentos nos combustíveis"
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Category: Financial
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Maria da Graça Carvalho, ministra do Ambiente e Energia, respondeu assertivamente ao secretário-geral do Partido Socialista que tem vindo a apontar que o Governo lucra com os impostos resultantes do aumento dos combustíveis. "As afirmações do secretário-geral do PS resultam de se estar a referenciar a outro referencial. Não corresponde à realidade, porque se refere a impostos arrecadados em 2024 e 2025, mas neste caso também podíamos mencionar o [valor] arrecadado pelo PS durante a governação. A partir de 26 de fevereiro de 2026, todo o IVA dos combustíveis foi para abater no Imposto sobre Produtos Petrolíferos", declarou na intervenção inicial de uma conferência de Imprensa ao final desta tarde de 7 de setembro, mencionando um valor de 700 milhões de euros cedidos pelo Governo. "É importante que um líder político não crie desinformação", atacou, citando como medida "o desconto extraordinário do ISP" pouco depois da ação militar dos Estados Unidos da América no Irão, no início do ano, "o apoio no gasóleo profissional" e "o custo de 100 milhões de euros no apoio às famílias quanto ao gás de botija." Nesse último capítulo, situou a grande novidade para o consumidor, garantindo que essa contribuição do Estado "vai vigorar até final do ano." Relativamente ao valor pago pelos consumidores nas bombas, Maria da Graça Carvalho não demonstrou preocupação com as comparações, afirmando que "o preço dos combustíveis em Portugal está em linha com os do resto da Europa", anunciando que "o aumento está até ligeiramente abaixo dos da União Europeia." Reconhece, porém, que "Espanha é uma exceção a nível europeu", preferindo enunciar a relação direta com os números vistos em França. "Temos tido uma resposta proativa no acompanhamento da crise energética e atuado em prol dos consumidores e empresas", avançou, pedindo a extensão do "âmbito da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos", "a análise do preço dos combustíveis e o reforço da transparência pública." Acrescentou ainda que o Governo tem como meta apoiar "a aquisição de elétricos" e investir "em redes limpas de energia", admitindo que "o setor dos transportes é onde há mais necessidade de combustíveis fósseis." José Luís Carneiro avançou com a proposta de baixar o IVA nos combustíveis e também no cabaz alimentar. Essa será uma das negociações a ter em conta no Orçamento do Estado. Maria da Graça Carvalho não pormenorizou novidades nesse sentido. (em atualização)

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