O candidato do Avante à Presidência da República, Augusto Cury, afirmou neste domingo, 7, que manterá o Pix caso seja eleito, mas pretende fazer 'algumas adaptações' no sistema de pagamentos. Ele não explicou quais mudanças seriam realizadas nem apresentou propostas específicas para o funcionamento da ferramenta.
'Nós vamos manter o Pix no meu governo, mas temos que trazer algumas adaptações', declarou Cury durante uma caminhada pela Avenida Atlântica, em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro.
O Pix, sistema de pagamentos instantâneos criado e administrado pelo Banco Central, tornou-se um dos pontos de atrito na relação comercial entre Brasil e Estados Unidos. O governo americano investiga práticas brasileiras que poderiam prejudicar empresas do país, incluindo os efeitos da expansão do Pix sobre companhias privadas de meios de pagamento.
Durante o evento, Cury também defendeu que o Brasil mantenha liberdade para negociar diretamente com outros países. 'Países que tiveram condições de fazer negociação isolada com outros países terão essa liberdade', afirmou.
O candidato disse que pretende conversar com o presidente da Argentina, Javier Milei, e com os líderes dos países que integram o Brics. Ele também criticou as tarifas impostas pelo presidente americano, Donald Trump, a produtos estrangeiros.
'Por detrás dessa taxação do Trump que está prejudicando as exportações, não apenas do Brasil, mas de quase todo o mundo, há um desespero por solucionar a equação financeira deles', disse. Segundo Cury, a política externa brasileira seria conduzida sem confrontos, mas com independência. 'Seremos pacíficos, mas não seremos subservientes em hipótese alguma.'
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