O senador Carlos Viana (PSD-MG) voltou a pressionar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), por um posicionamento diante dos novos desdobramentos relacionados ao caso Banco Master. Depois do afastamento preventivo de Andrei Rodrigues do comando da Polícia Federal (PF) nesta terça-feira, 8, o parlamentar cobrou a convocação de uma sessão extraordinária na Casa.
O afastamento do diretor-geral Andrei Rodrigues do cargo ocorreu por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), depois da revelação de relatórios produzidos pela área de inteligência da PF sobre o magistrado. O episódio abriu uma nova frente na crise provocada pelos desdobramentos das investigações sobre o Banco Master.
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Diante do caso, Viana criticou o esvaziamento do Legislativo: 'O cerco está se fechando, mas o Senado não pode continuar com esses corredores vazios, numa bolha, como se nada estivesse acontecendo em nosso país'.
'O Senado está vivendo onde, numa bolha?', interpelou. 'O Senado está longe do que a população brasileira quer. Uma crise institucional dessa gravidade. Esta é a Casa do diálogo, esta é a Casa de buscar o entendimento e as soluções. Com o Senado vazio, nós deixamos de cumprir com a nossa obrigação.'
Pressão por sessão extraordinária
Viana afirmou ter protocolado medidas para pressionar pela atuação das instituições e disse que pretende cobrar a abertura imediata de uma sessão extraordinária no Senado.
'Eu não vou pagar o ônus político desse silêncio. Os senadores e senadoras têm a obrigação de estar aqui em Brasília e exigir do presidente da Casa um posicionamento', declarou.
O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues | Foto: Tom Costa/MJSP
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Além da cobrança a Alcolumbre, o senador voltou a defender a prisão preventiva de Andrei, pediu o afastamento do procurador-geral da República, Paulo Gonet, do caso Vorcaro e cobrou do presidente do STF, Edson Fachin, o afastamento de Alexandre de Moraes.
'Nós não podemos permitir que pessoas envolvidas em investigação continuem com o poder de impedir a continuidade dos trabalhos', afirmou. 'Não é possível o Senado ficar calado como está. Por quê? Não querem dar explicações? Não querem que a população saiba o que está acontecendo? Nós não podemos admitir isso. E eu vou continuar falando com clareza e agindo em defesa da Constituição.'
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