O Presidente são-tomense pediu às Forças Armadas união, disciplina e respeito à Constituição de forma a serem um fator de estabilidade e paz ao serviço do país evitando que os interesses pessoais, políticos e de grupos não enfraqueçam a missão da instituição que assinalou 51 anos no dia 06 de setembro.
'Quero continuar a ver consolidada uma instituição coesa, disciplinada, profissional, respeitada, preparada para cumprir a sua missão e absolutamente fiel à República. Permaneçam unidos, preservem a cadeia de comando, cultivem a disciplina, valorizem o mérito, respeitem a hierarquia e obedecem a Constituição e às leis da República', apelou Carlos Vila Nova.
O chefe de Estado são-tomense, que foi empossado na quinta-feira para o segundo mandato de cinco anos, falava nas celebrações dos 51 anos das Forças Armadas de São Tomé e Príncipe (FASTP) que se assinalam no dia 06 de setembro, com o juramento à bandeira de mais de 350 novos soldados.
'Não permitam que as diferenças políticas, pessoais, regionais ou de qualquer outra natureza entrem nos quartéis e enfraqueçam aquilo que deve unir todos os militares: o serviço à pátria. As Forças Armadas devem continuar a ser um fator de estabilidade, de confiança, de união nacional e paz entre os são-tomenses', disse Carlos Vila Nova.
O Presidente são-tomense pediu também às FASTP para contribuírem para a construção de futuro melhor para as próximas gerações.
'Devemos [deixar às futuras gerações] uma República mais forte, instituições mais sólidas e uma sociedade onde os são-tomenses saibam conviver mesmo quando pensam de forma diferente', defendeu.
Carlos Vila Nova defendeu ainda a aposta na cooperação com os outros países e organizações no domínio da Defesa, mas sem nunca abdicar da responsabilidade própria do Estado são-tomense 'de cuidar da sua própria defesa'.
'Nenhum país amigo pode substituir a responsabilidade que cabe aos próprios são-tomenses. A cooperação pode apoiar-nos, formar-nos, aconselhar-nos e ajudar-nos a desenvolver capacidades, mas o esforço principal deve ser nosso', afirmou.
O Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas (CEMFA), Virgílio Sousa Pontes, apontou como prioridades para a instituição o reforço da unidade, da coesão e da disciplina, o aumento da prontidão operacional, a melhoria das condições de trabalho, o apoio no âmbito da saúde militar e a consolidação da imagem institucional das FASTP.
'Apesar de limitados recurso de que dispomos as Forças Armadas têm sabido corresponder com elevado sentido d emissão, profissionalismo e dedicação as tarefas colocadas, procurando renovar permanentemente a sua utilidade e cumprir com elevado sentido de responsabilidade as missões que a Constituição e as leis da República nos confiam, mantendo sempre o interesse nacional acima de qualquer outro', declarou Virgílio Sousa Pontes.
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