O desfile cívico-militar de 7 de Setembro em Brasília movimentou um contrato de R$ 5,74 milhões neste ano, o que representa acréscimo de 33,2% sobre o valor empenhado na edição de 2025. A cerimônia ocorreu na manhã desta segunda-feira na Esplanada dos Ministérios, e o aporte do Orçamento Geral da União abrangeu da montagem de estruturas à coordenação do evento, incluindo fases de desmontagem e supervisão das operações.
Orçamento federal pesa após 2 anos de custo estagnado
O histórico das contratações indica que a festa de 2024 foi fechada por R$ 4,3 milhões, enquanto a de 2025 permaneceu quase inalterada, com R$ 4,31 milhões. Em 2026, o montante adicional chega a R$ 1,43 milhão em relação ao ano passado e a R$ 1,44 milhão se a comparação for contra o exercício de 2024, provocando uma alta acumulada de 33,5% no período de dois anos.
Do ponto de vista das finanças públicas, a elevação destoa do discurso de contenção de gastos não obrigatórios adotado nos últimos meses pelo governo. Os valores são nominais e, portanto, não são ajustados pela inflação; caso o IPCA do período seja descontado, o crescimento real tende a ser menor, mas ainda relevante para um item que costuma ser alvo de escrutínio em razão de sua visibilidade política.
O pagamento é feito diretamente a empresas terceirizadas contratadas para planejamento, coordenação, execução e supervisão do desfile. Você pode acompanhar os principais desdobramentos e as notícias sobre economia em tempo real aqui na SpaceMoney. A manutenção de um certame desse porte na Esplanada dos Ministérios envolve logística militar, segurança e produção de palanque, o que explica a complexidade orçamentária.
Ano eleitoral intensifica protocolo contra uso político
Com a corrida presidencial em andamento, o Palácio do Planalto reforçou o cuidado para que a estrutura pública não fosse associada à campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A preocupação ganhou contornos mais rígidos depois de o Tribunal Superior Eleitoral condenar Jair Bolsonaro por abuso de poder político e econômico, justamente por causa de sua participação nas celebrações do 7 de Setembro de 2022, durante o Bicentenário da Independência.
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