O preço do petróleo acelerou nesta segunda-feira, 7, e o Brent chegou a operar muito perto da marca de US$ 100 por barril, depois que relatos apontaram ataques a instalações da Saudi Aramco em Jizan, no sul da Arábia Saudita, em meio à escalada de hostilidades entre Estados Unidos e Irã durante o fim de semana. O movimento, porém, foi limitado pela liquidez reduzida, com os mercados norte-americanos fechados em razão de feriado nos EUA.
O contrato do Brent para março, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, fechou em alta de 0,75%, ou US$ 0,72, a US$ 97,00 por barril. O WTI para março, por sua vez, avançava 1,3%, a US$ 92,68 por barril, por volta das 14h30 (de Brasília), durante o pregão eletrônico da New York Mercantile Exchange (Nymex).
Pela manhã, o Brent para novembro atingiu o maior nível desde 3 de junho, cotado a US$ 98,06 por barril. Além do ataque na Arábia Saudita, a commodity recebeu suporte das ofensivas entre EUA e Irã no fim de semana. Teerã afirma ter atingido um navio militar americano em um dos ataques, informação negada pelas Forças Armadas dos EUA.
Risco de interrupção no fornecimento físico
A aproximação da cotação do barril do patamar psicológico de US$ 100 reacendeu o alerta entre analistas sobre os riscos de interrupção mais profunda no fornecimento físico da commodity. Em avaliação, analistas da corretora Kotak Securities apontaram que uma parada sustentada nos fluxos reais de petróleo poderia empurrar os preços rapidamente para acima de US$ 100 por barril.
'Uma interrupção sustentada nos fluxos reais de petróleo poderia rapidamente elevar os preços acima de US$ 100 por barril', disseram os analistas, acrescentando que a redução dos estoques e os preços mais fortes dos produtos refinados oferecem suporte adicional ao mercado.
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