O presidente Lula (PT) reagiu com críticas em 2020 a uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), de suspender a nomeação feita pelo presidente Jair Bolsonaro de Alexandre Ramagem para a chefia da Polícia Federal.
O caso vem sendo lembrado no contexto da decisão de André Mendonça de afastar do cargo o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.
A decisão de Moraes foi proferida no dia 29 de abril de 2020. 'Não pode um único juiz da Suprema Corte tomar atitude de evitar. Não podemos permitir que as instituições ajam politicamente. […] Que a pessoa prove que o delegado tem um ilícito, aí sim ele está correto [em barrá-lo]', disse Lula, em entrevista ao UOL.
Na ocasião, o petista também centrou críticas ao ex-ministro da Justiça Sérgio Moro. A troca da chefia feita por Bolsonaro desagradou Moro, que pediu demissão do governo.
'O presidente da República tem mais autoridade para indicar o delegado do que o ministro, afinal de contas foi o presidente da República que foi eleito. O que é importante é tratar a instituição de forma republicana, ou seja, não é um instrumento do presidente da República', disse.
Moraes interferiu na indicação de Ramagem ao se basear, principalmente, nas afirmações de Bolsonaro de que pretendia usar a PF, um órgão de investigação, como produtor de informações para suas tomadas de decisão.
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