Parte dos 27 superintendentes regionais da Polícia Federal (PF) passou a defender a entrega de cargos para 'mostrar apoio' a Andrei Rodrigues, afastado nesta manhã (08) do cargo de diretor-geral da corporação pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça. A informação é do jornal O Globo.
Segundo a reportagem, o clima na PF é de 'indignação e revolta'. A entrega de cargos seria uma forma de 'deixar evidente a reprovação à conduta de Mendonça, vista como uma ingerência direta no órgão'.
Mendonça determinou o afastamento de Andrei após a elaboração de dossiês ilegais pela corporação, usados pelo ministro Alexandre de Moraes para acusá-lo de diversos crimes. Mendonça foi alvo de um 'monitoramento sistemático' e ilegal realizado pela área de inteligência da PF por mais de um mês.
Os documentos de 'inteligência' de Moraes registraram autorização para 'monitoramento e coleta dirigida' sobre Mendonça e o advogado-geral da União, Jorge Messias.
De acordo com Mendonça, o afastamento cautelar de Andrei 'possui objetivo preciso e juridicamente delimitado: evitar que referidas autoridades possam valer-se das prerrogativas, dos acessos, dos sistemas, das relações institucionais e dos instrumentos inerentes ao cargo para interferir nas investigações em curso'.
A medida também busca evitar que membros da 'magistratura em geral' e outros integrantes do STF, 'bem como os membros da Advocacia Pública e os integrantes das carreiras policiais que compõem a Polícia Federal' tenham 'preservadas as condições institucionais para exercer suas atribuições sem constrangimentos ilegais'.
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