O vulcão Anak Krakatoa, na Indonésia, voltou a apresentar uma fase eruptiva forte, com explosões, fontes de lava, relâmpagos vulcânicos e uma densa coluna de cinzas. Segundo o Centro de Cinzas Vulcânicas de Darwin, o material chegou a cerca de 15 quilômetros de altitude, caracterizando um dos episódios mais intensos desde o colapso do antigo cone em 2018.
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Erupção do Anak Krakatoa leva cinzas a 15 km de altitude e atrasa 1.558 voos
Foto: WEATHER MONITORS
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Conforme o meteorologista Luiz Fernando Nachtigall, da MetSul, a atividade começou com força no sábado (5) e continuou no domingo (6), quando novas erupções foram registradas pela agência geológica indonésia. A persistência do material vulcânico na atmosfera levou autoridades a manterem o monitoramento constante e a ampliarem as medidas de segurança na região.
Impacto nos aeroportos e na população
A nuvem de cinzas afetou diretamente o transporte aéreo no país. Operações foram suspensas no principal aeroporto internacional da Indonésia e em outros sete terminais, o que provocou atrasos em 1.558 voos e afetou cerca de 170 mil passageiros. Mais de 900 dessas operações estavam ligadas ao aeroporto Soekarno-Hatta, que atende Jacarta.
Entre os terminais impactados também estão o Husein Sastranegara, em Bandung, e o Radin Inten II, próximo a Bandar Lampung. Em algumas áreas de Sumatra, moradores relataram ruas e veículos cobertos por cinzas, o que aumentou a preocupação com possíveis efeitos da inalação de material particulado.
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Medidas de segurança e alerta contínuo
Em Jacarta, as autoridades fecharam as escolas na segunda-feira e adotaram aulas remotas, devido à piora na qualidade do ar. Também foi criada uma área de exclusão de três quilômetros ao redor do vulcão, enquanto navios que cruzam o estreito de Sunda foram orientados a redobrar a atenção.
Especialistas afirmam que os sinais sísmicos indicam movimentação de fluidos vulcânicos no sistema, mas a evolução de uma erupção segue difícil de prever. Por isso, o acompanhamento do Anak Krakatoa permanece intenso, sobretudo pela combinação de explosões e grande emissão de cinzas, capaz de gerar impactos além da área imediata do vulcão.
O histórico do Krakatoa e seu peso climático
O meteorologista explica que o Anak Krakatoa surgiu dentro da caldeira formada após a erupção histórica do Krakatoa, em 1883, uma das maiores já registradas. A explosão lançou cinzas e gases à alta atmosfera, alterou o clima temporariamente e provocou efeitos globais, além de um tsunami devastador que matou cerca de 35 mil pessoas.
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O próprio Anak Krakatoa voltou aos holofotes em 2018, quando parte do cone desabou durante uma erupção e gerou um tsunami no estreito de Sunda, deixando 429 mortos. Embora a nova atividade não indique, até o momento, potencial para tsunami, o episódio reforça o risco permanente associado a um dos vulcões mais ativos do Círculo de Fogo do Pacífico.
Em grandes erupções, as cinzas podem afetar a aviação, alterar rotas e provocar prejuízos em áreas distantes do centro eruptivo. Por isso, o caso do Anak Krakatoa segue sob atenção das autoridades e de pesquisadores, que acompanham a evolução do sistema vulcânico em tempo real.
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