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O ex-desembargador Sebastião Coelho chamou o ministro Alexandre de Moraes de 'torturador' e 'corrupto' durante uma entrevista à Revista Oeste, na manifestação do Dia da Independência em Brasília, em 7 de setembro de 2026. Coelho criticou Moraes por supostos abusos de poder e violações de direitos humanos, exigindo seu afastamento. As declarações surgem após revelações da Polícia Federal sobre ligações de Moraes com o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, incluindo contratos milionários.
O ex-desembargador e candidato ao Senado Sebastião Coelho chamou o ministro Alexandre de Moraes de 'torturador' e 'corrupto' nesta segunda-feira, 7. O jurista deu as declarações em entrevista exclusiva a Oeste durante a manifestação do Dia da Independência em Brasília.
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Coelho declarou que o integrante do Supremo Tribunal Federal (STF) cometeu graves abusos de poder e violações de direitos humanos. 'Alexandre de Moraes é um torturador e tem o carimbo de corrupto na testa', afirmou o ex-magistrado. O jurista exigiu o afastamento imediato do ministro da Corte.
Contratos milionários e contatos com banqueiro
As críticas do ex-desembargador ocorrem depois das revelações da Polícia Federal (PF) sobre as ligações de Moraes com o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Os relatórios policiais apontam trocas de mensagens diretas entre o ministro e o empresário para interferir em investigações da corporação.
O escritório da esposa do magistrado assinou contratos que somam mais de R$ 130 milhões com empresas de Vorcaro. Documentos apreendidos pela PF indicam a participação direta de Moraes na redação e na revisão dos termos contratuais com o banqueiro.
Ataque a Mendonça no inquérito das Fake News
Moraes reagiu à divulgação dos relatórios policiais com uma ofensiva contra o ministro André Mendonça. O magistrado usou o Inquérito das Fake News para acusar o relator do caso Master de abuso de autoridade e improbidade administrativa. O movimento ocorreu logo que Mendonça tornou públicas as mensagens e encaminhou os documentos ao plenário do STF.
Coelho classificou o uso do inquérito contra o próprio colega de tribunal como um ato ilegal. O ex-magistrado afirmou que o país virou um feudo nas mãos de autoridades que usam cargos públicos para autoproteção.
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