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Pressão de tarifas comerciais americanas, avanço de marcas elétricas chinesas e paralisação cibernética aceleram redução de custos
Bruno Benetti Florianópolis
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A Jaguar Land Rover Automotive (JLR), montadora europeia anuncia demissão de 4 mil funcionários à medida que a maior montadora do Reino Unido enfrenta tarifas nos Estados Unidos, as consequências de um ataque cibernético devastador e intensa concorrência.
Sob a liderança do CEO P. B. Balaji, o enxugamento do quadro de pessoal tem como meta gerar uma economia operacional de 1,7 bilhão de libras (cerca de US$ 2,3 bilhões) ao longo dos próximos 24 meses.
Como funcionará a reestruturação após o momento em que a montadora europeia anuncia demissão nas fábricas?
Apesar da dimensão do ajuste, a diretoria da fabricante de SUVs de luxo informou que o movimento no qual a montadora europeia anuncia demissão não deve atingir diretamente os operários que trabalham na montagem dos veículos no chão de fábrica.
A prioridade da empresa será aplicar programas de rescisão voluntária direcionados às equipes administrativas e de gestão, oferecendo acordos trabalhistas para redução gradual do contingente.
'A indústria automotiva enfrenta desafios significativos, com mudanças tecnológicas em meio a intensa concorrência e incerteza geopolítica contínua', afirmou Balaji.
A reestruturação após a montadora europeia anunciar demissão nas fábricas visa simplificar a hierarquia corporativa para que a marca consiga operar de forma viável com um volume de produção anual menor, ajustando seu ponto de equilíbrio para cerca de 300 mil veículos fabricados.
Quais fatores provocaram a crise e por que a montadora europeia anuncia demissão neste ano?
Os cortes da montadora somam-se aos realizados por concorrentes em outros países, como a BMW, a Renault e a Volkswagen, tendo a proprietária da Audi garantido, na semana passada, apoio para um plano de eliminação de mais 50 mil postos de trabalho.
Como a montadora europeia anuncia demissão nas fábricas, a indústria automotiva europeia busca se adaptar a um número menor de compradores de carros, bem como à forte concorrência de fabricantes chineses como a BYD.
A empresa, de propriedade da indiana Tata Motors Passenger Vehicles, também enfrenta tarifas mais altas nos Estados Unidos, seu maior mercado, uma desaceleração na China e as consequências de um ataque cibernético que paralisou suas fábricas por semanas.
Mais recentemente, um incêndio em um importante fornecedor e as interrupções causadas pelo conflito no Oriente Médio prejudicaram as vendas.
As demissões representam um golpe para o novo primeiro-ministro do Reino Unido, Andy Burnham, que busca revitalizar a indústria britânica, especialmente em regiões do país onde a JLR possui fábricas, como o noroeste da Inglaterra e a região de West Midlands.
Após a montadora europeia anuncia demissão nas fábricas, a notícia representou um revés para o novo ministro da Fazenda, John Healey, que na segunda (7) apresentou seu plano para revitalizar a economia do país em uma unidade fabril em Coventry, próxima à sede da JLR.
Sob a liderança de Balaji, no comando desde novembro, a JLR se concentra mais nos Estados Unidos, onde fechou um acordo com a Stellantis, fabricante da Jeep, para desenvolver carros em conjunto no país, o que pode abrir caminho para que a empresa venha a ter acesso às fábricas americanas.
A empresa também planeja mais versões híbridas dos modelos de luxo Range Rover e Defender, sem conexão para recarga, para atrair os consumidores dos Estados Unidos.
Relançamento da marca Jaguar com linha elétrica
Por outro lado, a empresa revelou o primeiro Range Rover elétrico na semana passada e relançou a marca Jaguar com uma linha totalmente elétrica. Esses modelos chegam em um momento de forte crescimento nas vendas de veículos elétricos na Europa.
A montadora europeia anuncia demissão nas fábricas e não só ela como várias outras têm enfrentado dificuldades para manter sua participação de mercado em seu próprio território, enquanto fabricantes chineses ganham espaço por meio de modelos mais acessíveis.
O SUV Jaecoo 7, da Chery Automobile, tornou-se um dos modelos mais populares do Reino Unido, ganhando o apelido de 'Temu Range Rover' por ser uma versão mais barata da marca britânica.
A JLR emprega cerca de 33 mil pessoas no Reino Unido e aproximadamente 40 mil em todo o mundo. Sua receita caiu quase 10% no último trimestre, com o lucro antes dos impostos caindo 69%, para 109 milhões de libras.
Na Índia, o Grupo Tata como um todo enfrenta incertezas quanto aos seus planos de investimento após o presidente Natarajan Chandrasekaran ter anunciado que está deixando o cargo. O conglomerado fez apostas estratégicas onerosas, incluindo um investimento multibilionário no setor de semicondutores.
As reestruturações corporativas de grande porte e os planos de demissão voluntária aplicados no setor automotivo transnacional exigem conformidade estrita com o direito do trabalho e as normas regulatórias de proteção ao emprego do Reino Unido e da União Europeia. O diálogo prévio com sindicatos e entidades de classe assegura a validade dos acordos trabalhistas firmados.
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Bruno Benetti Repórter
Bruno Benetti é repórter esportivo do ND Mais, integrante do Núcleo Nacional, e escreve notícias sobre o mundo dos esportes, cobrindo desde as movimentações da Seleção Brasileira até o cenário internacional do futebol. Além de acompanhar grandes torneios, como a Copa do Mundo, traz novidades sobre bastidores de clubes, desempenhos, adversários do Brasil, curiosidades e tendências do futebol. Está sempre atento às trends e temas que impactam o futebol brasileiro dentro e fora de campo. Formado em Jornalismo em 2014, pela Faculdade Estácio de Sá de Santa Catarina, é multilíngue e domina inglês, espanhol, italiano, alemão e francês. Leia mais ▾
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