A nova estrada permite retirar tráfego das localidades, reduzir tempos de percurso e melhorar a segurança rodoviária. A Infraestruturas de Portugal aponta para uma extensão de 3,3 quilómetros.
Falta a segunda fase
A presidente da Câmara de Baião, Ana Raquel Azevedo, classificou a inauguração como o fim de uma espera de quase 30 anos. "Uma terra que esperou quase 30 anos por esta ligação sabe bem quanto custa esperar por uma estrada", afirmou. A autarca aproveitou ainda para reclamar a conclusão da segunda fase da ligação de Baião à Ponte de Ermida.
Cristina Vieira, presidente da Câmara do Marco de Canaveses, considerou o momento histórico e recordou que acompanhou o projeto desde 2012. "É o resultado de muitos e muitos anos de reivindicações", afirmou, destacando os ganhos para a mobilidade das populações e das empresas.
A autarca voltou a defender uma nova travessia sobre o Tâmega, junto à atual Ponte de Canaveses, devido aos congestionamentos e aos constrangimentos provocados por acidentes ou obras.
Projetos em estudo
O secretário de Estado das Infraestruturas, Hugo Espírito Santo, revelou que existe já um estudo para um viaduto entre a zona da Ponte de Canaveses e a Avenida dos Bombeiros Voluntários, e que o Governo pretende avançar rapidamente com a obra. A construção de uma nova ponte sobre o Tâmega será, contudo, "alvo de estudos adicionais".
Na cerimónia, o presidente da Câmara de Cinfães, Carlos Cardoso, reivindicou também uma ligação entre Mesquinhata (o final da variante à EN211 agora inaugurada) e Cinfães, com cinco a seis quilómetros. O autarca disse já ter apresentado um estudo para uma solução pela barragem do Carrapatelo. "É uma ligação que nos interessa muito", afirmou. O secretário de Estado garantiu que a proposta "será estudada".
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