Em ato contra o Supremo Tribunal Federal (STF), convocado para este 7 de setembro, o candidato à Presidência da República pelo Missão, Renan Santos, classificou como "impressionante" a falta de indignação das pessoas diante das revelações de envolvimento de ministros da Corte com o caso Master. Ele também criticou a liderança dos adversários do PT e do PL nas últimas pesquisas de intenção de voto.
"É impressionante que as pessoas não estejam indignadas com o que a Suprema Corte está fazendo e, mais impressionante ainda que, diante desses fatos, Lula e Flávio Bolsonaro continuam liderando as pesquisas, isso é assustador. No fim, nunca foi sobre combater a corrupção, nunca foi sobre ter um país descente, mas sim falar que o 'seu ladrão' rouba menos que o do seu vizinho", afirmou Renan Santos nesta segunda-feira.
Na última pesquisa Datafolha, publicada na semana passada, Lula liderava a apuração estimulada para o 1° turno, com 38% das intenções de voto. O segundo colocado era Flávio Bolsonaro, com 33% das intenções. Augusto Cury vinha em 3° lugar, com 8%, seguido de Ronaldo Caiado (PSD) com 4% e Santos com 3%.
"Eu olho as pesquisas e o que vejo é ascensão, não só da intenção do absurdo, mas a ascensão da covardia, a ascensão do discurso vazio. A resposta que certo eleitor está dando, de meia idade, especialmente mulher é: 'não quero saber nada com política, quero um rivotril'. Quer um discurso do Augusto Cury que é ainda pior do que o discurso dos demais que lideram", disse.
Segundo ele, "apenas a geração mais nova está de fato preocupada com o futuro do país", enquanto os outros brasileiros estariam "deitados em berço esplêndido", diante do resultado das últimas pesquisas de intenção de votos. "As gerações mais novas do Brasil são as únicas que entenderam o problema brasileiro, porque as gerações mais velhas decidiram abandonar o país à própria sorte. As pessoas estão viciadas no erro", destacou.
Santos classificou ainda que governos dos adversários líderes - Lula ou Flávio Bolsonaro - nas pesquisas serão como uma "prisão mental" para os jovens que desejam a mudança e que haverá "controle total" dos Três Poderes.
O candidato do Missão afirmou ainda que não recuará para o que considera como "covardia do brasileiro" que não aceita sua postura "agressiva".
"Eu não vou mudar uma vírgula como candidato, uma vírgula como pessoa ou como líder, porque quem se conforma ao erro, errado está. Sejamos inconformados, indignados, não aceitemos os números de um Flávio Bolsonaro ou de um Lula corrupto", pontuou. Ao lado de apoiadores e do deputado federal Kim Kataguiri (Missão-SP), coordenador da área econômica da campanha, Santos apresentou ainda um "Manifesto pelo Futuro da Nação', convidando presidenciáveis a assinarem o documento com críticas ao atual sistema político e ao STF.
O documento defende mudanças nas instituições e continuidade das investigações sobre o Banco Master. Entre as medidas está a saída imediata dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes do STF, além da saída de Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal e de Paulo Gonet, da Procuradoria-Geral da República — todos citados nos últimos relatórios da PF divulgados no âmbito do caso Master.
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