Durante a Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla, o Sindjus/RS realizou o Primeiro Encontro Acolhe Sindjus , iniciativa promovida pelo Coletivo Acolhe e voltada a servidores e servidoras com deficiência e familiares atípicos. O encontro reuniu especialistas e representantes de diferentes instituições para discutir direitos, saúde, acessibilidade, comunicação e políticas públicas, além de fortalecer a participação da categoria na construção de um ambiente de trabalho mais inclusivo e democrático.
A programação foi organizada a partir de temas relacionados à garantia de direitos e à permanência das pessoas com deficiência no serviço público. A psicóloga Fabiane Konowaluk, integrante do Núcleo de Saúde do Sindjus, abriu as atividades com a mesa Cuidar de Quem Cuida: saúde física, saúde mental e qualidade de vida das pessoas com deficiência e familiares atípicos .
Durante a exposição, Fabiane destacou que 'é necessário que a gente possa pensar de uma maneira mais ampliada para poder chegar na 'tal da inclusão'. A gente tem que sair do modelo individual e passar a um modelo social da deficiência. Os ambientes têm que ser acolhedores, mas as pessoas que ali circulam também.'
Na sequência, a advogada da COP Advogados, Flávia Hagen, abordou os direitos das pessoas com deficiência e dos familiares atípicos no serviço público, na mesa Conhecer para Garantir: os direitos das pessoas com deficiência e dos familiares atípicos no serviço público .
No período da tarde, a programação teve continuidade com a mesa Comunicação Acessível e Ambientes Inclusivos: construindo instituições para todas as pessoas , conduzida pela especialista em Acessibilidade e engenheira da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, Tatiana Raquele Pelizan, e pelo diretor de Comunicação do TRT-RS, Juliano Machado. Enquanto pessoa com deficiência, Juliano chamou atenção para a questão da superação, frequentemente atrelada à trajetória de pessoas com deficiência:
'Tudo envolve muito sacrifício, muita luta. Nada é conseguido com facilidade, com tranquilidade. Por isso que eu falei essa questão da superação, que não deveria existir. A gente supera, mas o ideal seria não precisar desse tipo de sacrifício e gastar energia com o que realmente importa.'
Encerrando a programação, a mesa Inclusão em Movimento: direitos, políticas públicas e protagonismo das pessoas com deficiência reuniu o advogado da União, conselheiro do CONADE e pai atípico, Marcos Weiss Bliacheris, e o servidor do TCE-RS e atleta paralímpico, Reinaldo Charão.
Além da programação de debates, o encontro contou com um espaço kids para acolher filhos e filhas dos participantes. A medida atende a uma demanda apresentada pelo Coletivo Acolhe, formado por mulheres do Sindjus, e passa a integrar a política de organização dos eventos promovidos pelo Sindicato.
As discussões ao longo do encontro contaram com intensa participação do público e reforçaram a importância de espaços de trabalho e de uma sociedade com acessibilidade, respeito à diversidade e garantia de direitos Sobre o Coletivo Acolhe
Criado pelo Sindjus em 3 de dezembro de 2024, no Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, o Acolhe nasceu como um espaço permanente de diálogo, acolhimento e atuação político-institucional. Desde então, o coletivo vem fortalecendo ações de enfrentamento ao capacitismo e de promoção dos direitos das pessoas com deficiência e das famílias atípicas, reafirmando o compromisso do Sindicato com uma representação cada vez mais inclusiva.
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