O custo do conjunto de alimentos essenciais voltou a pesar no bolso dos consumidores cuiabanos na primeira semana de setembro. Impulsionada pelo impacto das chuvas nas áreas de cultivo, a cesta básica atingiu a marca de R$ 859,34, registrando uma alta de 2,17% no comparativo semanal. No acumulado de 12 meses, a inflação do prato feito já chega a 7,88% (em relação aos R$ 796,58 cobrados no mesmo período do ano anterior), segundo levantamento do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF
Os grandes responsáveis pelo encarecimento foram os itens do hortifrúti, extremamente sensíveis às oscilações meteorológicas:
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Tomate (+29,19%): Principal vilão da semana, o fruto saltou para o preço médio de R$ 9,01/kg. As temporais nas regiões produtoras prejudicaram tanto a colheita direta quanto a maturidade e qualidade do produto.
Batata (+10,04%): Atingindo R$ 5,55/kg, o tubérculo sofreu com atrasos no cronograma de colheita provocados pelo solo encharcado, gerando desabastecimento pontual.
Café (-3,55%) e Farinha de Trigo (-0,89%): No caminho oposto, o café recuou para R$ 27,62 (pacote de 500g), e o trigo para R$ 5,15/kg, beneficiados por estoques elevados que ajudaram a absorver perdas de qualidade.
Segundo o presidente da Fecomércio-MT, Sebastião Gonçalves (Tião da Zaeli), o comportamento dos preços escancara o papel estratégico dos estoques reguladores para estabilizar o mercado em momentos de choque climático, algo inviável para folhosas e legumes dependentes de colheita imediata.
A disparada pontual observada em Mato Grosso alinha-se ao cenário econômico vivenciado no Brasil ao longo do último trimestre:
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