CVM julga suposta fraude no FII Brazil Realty

CVM julga suposta fraude no FII Brazil Realty
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Category: Financial
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A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) julga nesta terça-feira (8) dois processos administrativos sancionadores que miram suposta fraude na terceira emissão de cotas do fundo imobiliário Brazil Realty. Conforme o Monitor do Mercado, o caso se arrasta desde 2020 e pode responsabilizar os envolvidos por prejuízo de R$ 5,8 milhões a investidores finais. Estão entre os acusados o Banco Master, seu então controlador Daniel Vorcaro, a Sefer Investimentos e Benjamim Botelho de Almeida. A suspeita é que imóveis e participações societárias com valores artificialmente inflados tenham sido usados como pagamento pelas cotas, depois revendidas a investidores de mercado. Captação de R$ 139,1 mi teve 78% integralizados com ativos A oferta sob análise somou R$ 139,1 milhões em captação até março de 2020. Desse montante, R$ 109 milhões (cerca de 78%) foram integralizados com ativos das empresas Talent, Espaço e Milo. Laudos inflados e revendas aceleradas No caso da Talent, a empresa recebeu R$ 28,7 milhões em cotas em troca de ações da Brasil Realty Empreendimentos. O valor das ações derivava da avaliação de um imóvel de 7.111 metros quadrados em Nova Lima (MG), que teria sido elevado de R$ 7,1 milhões para R$ 70,9 milhões com base em um laudo atribuído à Pedrosa Consultores — empresa que negou a autoria do documento. Um dia depois, a Talent repassou R$ 15 milhões em cotas à Entre Investimentos, com valorização de 22,2% em um único dia. Em cinco meses, a Talent somou R$ 34,7 milhões em vendas, com ganho de R$ 6,1 milhões. A Espaço Engenharia entrou com 50 lotes de terrenos em Nova Lima avaliados em R$ 10,4 milhões. A área técnica da CVM encontrou valor médio 37% inferior em pesquisa independente, o que reduziria a avaliação para R$ 6,5 milhões. A empresa vendeu toda a posição por R$ 11,7 milhões em quatro operações, em cerca de cinco meses, tendo como compradoras a Sefer e a Entre. A Milo, por sua vez, recebeu R$ 70 milhões em cotas mediante aporte de participações na MGI Desenvolvimento Imobiliário. O laudo atribuiu valor de R$ 146,6 milhões a uma participação que corresponderia a R$ 90,3 milhões, uma diferença de aproximadamente R$ 56 milhões.

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