Enviar esse texto exigiu coragem

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Category: Entertainment
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Oi, oi, com licença, cof cof, ainda tem alguém por aqui? Espero que sim <3 Há alguns anos essa newsletter nasceu como um espaço para eu compartilhar meu conhecimento sobre marca pessoal sem intermediação de algoritmos, no meu tempo, num formato que eu pudesse me aprofundar mais. Apesar da intenção de ensinar o que sei, escrever se tornou um ato de elaboração. Muitas vezes perguntas surgem na minha cabeça por causa de um acontecimento, ou muitas vezes de um incômodo e ao escrever organizo meus pensamentos, construo, e também, desconstruo minha opinião. Desde fevereiro de 2021, depois de escrever meu primeiro livro e desbloquear esse meu modo de funcionamento, faço isso quase semanalmente, por disciplina e por prazer. Porém há um ano eu dei uma sumida, não porque parei de escrever, mas porque fui escrever em outro canto, mais precisamente fui escrever o meu segundo livro. Convidada pela Alta Books e instigada por uma pergunta: existe uma fórmula para o desenvolvimento de uma marca pessoal autêntica? Lá fui eu, pesquisar, ouvir, estudar e escrever, apagar, escrever, revisar, escrever, escrever, escrever. A resposta? Já te adiando, é não. Mas o resto, você pode saber através dolivro que já está disponível para venda. Bom, com esse projeto entregue, cá estou eu de volta - escrevendo pra elaborar. Bendita seja minha newsletter. Mas o que eu quero elaborar hoje não é nenhuma teoria, não é sobre marca pessoal, é sobre a vida - porque paralelamente a escrita do livro muita vida aconteceu aqui. Muita coisa mudou. Mudanças boas e outras nem tanto assim. A bem da verdade é que eu vivo um momento de encerramentos, que sempre vem um algum nível de tristeza, e porque não dizer, de dor. Mas justamente por isso um momento também de uma imensa fé. Há alguns meses a minha vida anda entregue. Não que eu tenha largado mão de forma displicente, não. Eu tive que abrir mão do controle por não saber mais pra onde ir. Para uma pessoa ultra planejada, estratégica e disciplinada, viver a fé - a crença apesar da incerteza - é um vale, mas que de forma impressionante tem sido mais leve do que eu esperava. Note que eu não estou falando somente da prática religiosa apenas. Estou falando, mais especificamente, de praticar uma fé na vida. Apesar do não saber para onde, eu preciso acreditar e ir. Importante dizer que eu uso a palavra 'prática' de forma muito intencional, porque a grande verdade é que na maioria das vezes meu sentimento é de uma imensa falta de sentido - mas a fé é uma prática, um hábito adquirido por meio de treinamento contínuo. Guiada pela força motriz do desejo e pelos meus valores, o tempo todo eu preciso reforçar para mim mesma 'acredito que estou indo rumo a algo bom apesar da incerteza' mesmo sem saber para onde, a minha busca é por ficar em paz nessa prática da fé. Nota da autora: (é muito, muito difícil pra mim escrever sobre isso, confesso que me dá vontade de deixar esse texto no rascunho, mas se você está lendo, é porque eu tive coragem)

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