Uma reportagem produzida e divulgada no último domingo (6) pelo Fantástico, da Rede Globo, deu detalhes sobre a morte da empresária Andréia Gaspar, de 51 anos, que morreu algumas horas depois de passar por uma série de cirurgias plásticas no rosto com o médico otorrinolaringologista Lessandro Martins.
Entre as pacientes que também denunciaram o médico, está uma pessoa do Acre, segundo o Fantástico.
De acordo com a reportagem, outras pacientes operadas pelo mesmo médico afirmam ter ficado com sequelas físicas e psicológicas graves. As denúncias apontam para lesões corporais graves em procedimentos estéticos.
O médico se apresentava nas redes sociais como professor do Hospital das Clínicas da USP. No entanto, o Hospital das Clínicas esclareceu que ele atua na instituição apenas como médico voluntário.
'Nesta semana, a nossa produção conversou com nove mulheres das regiões Norte, Sudeste e Centro Oeste, e uma que mora fora do Brasil nos Estados Unidos. Todas elas se dizem vítimas do mesmo médico que operou Andreia e relatam sequelas físicas e psicológicas', disse o repórter.
Morte de empresária
Ao longo de sete horas de operação, Andréia foi submetida a seis procedimentos estéticos combinados: Uma cirurgia de rejuvenescimento do rosto;
Um tratamento do pescoço;
Um procedimento para diminuir o tamanho da testa;
Uma correção no queixo;
Uma cirurgia plástica nas pálpebras;
O uso de gordura retirada por lipoaspiração para realizar preenchimento facial.
Pelo pacote de cirurgias, a paciente pagou o valor de R$ 118 mil. Logo no quarto, as complicações pós-operatórias começaram a se manifestar. 'Quando a Andréia chega, ela tá com o rosto todo cheio de sangue. Minha irmã tava com a boca muito inchada', lembra a irmã. Por volta das 20h, o médico Lessandro passou pelo quarto de Andréia para uma rápida avaliação e minimizou o estado de agitação da paciente.
Entretanto, por volta das 20h30, Andréia queixou-se pela primeira vez de dificuldades graves para respirar, dizendo à irmã: 'Minha glote, não tô respirando direito'.
'Mais ou menos meia-noite, quase uma hora da manhã… eu acendo a luz do quarto e Andréia gritando: 'Mana, mana, mana, eu tô morrendo, eu tô morrendo'', disse a irmã ao Fantástico.
Pouco depois das duas horas da manhã, Andréia entrou em parada cardiorrespiratória.
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