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Francesco Farioli concedeu uma entrevista à BBC na antecâmara do embate entre FC Porto e Manchester City, marcado para as 20h00 desta terça-feira no Estádio do Dragão, e referente à 1.° jornada da fase de liga da UEFA Champions League.
Além dos elogios dedicados a André Villas-Boas e restante cúpula diretiva dos dragões, o treinador italiano aproveitou para aprofundar algumas das ideias que defende em termos de modelo de jogo. «No Ajax, eu era acusado de ser demasiado ofensivo. Agora, no FC Porto, sou acusado de ser muito defensivo. Provavelmente, não sou uma coisa, nem outra, é uma questão de equilibrar a equipa», começou por defender.
Farioli falou, também, sobre a estabilidade defensiva da equipa azul e branca: «Uma parte que é subestimada é o momento com bola. Não dá para separar os momentos. Há várias fases no mesmo ciclo. Este registo defensivo também vem muito da forma como atacamos, o tipo de estrutura que queremos ter a atacar e a forma como nos preparamos no momento de perder a bola. Está tudo ligado.»
O técnico campeão nacional aprofundou ainda mais a forma como vê o jogo. «Muito disso está relacionado com timings e gatilhos específicos, assim como com a capacidade dos jogadores de interpretarem o jogo mediante a zona do campo em que estamos e aquilo que o adversário tenta fazer. Passamos muito tempo a trabalhar com vídeo, correção e explicação. Precisas de jogadores capazes de compreender e de fazer um esforço extra. A colaboração entre eles é chave», frisou Farioli, inspirado na filosofia de Roberto De Zerbi, com quem trabalhou no Benevento e no Sassuolo: «Experimentámos jogar com a equipa muito compacta. É uma forma de tornar mais fácil o momento de transição e de te reequilibrares quando perdes a bola, de forma a evitar contra-ataques.»
Farioli é o 9.° treinador lançado pelo FC Porto na Champions este século
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