Empresas e entidades discutiram sobre ameaças de IA ao mundo audiovisual além de outras pautas
Gabriel Diniz -
Autoridades e empresas de diversos países se reuniram, nesta segunda-feira (7), para a Cúpula Lumière, em Saint-Paul-de-Vence, na França. O evento foi copresidido pelo presidente francês, Emmanuel Macron, e pelo presidente sul-coreano, Lee Jae Myung.
O encontro reuniu mais de 55 países, com a participação de empresas de cinema, televisão e games, criadores, festivais e instituições culturais. Durante o evento, foi debatido como a indústria deve enfrentar a inteligência artificial, a concorrência das redes sociais pela atenção do público e a falta de financiamento em novas produções.
Grandes estúdios de Hollywood também marcaram presença, como Disney, NBCUniversal e Netflix. Empresas de TV aberta, como a Globo, também fizeram parte do evento.
Uma das discussões foi a constatação de que emissoras de TV aberta e plataformas de streaming passaram a última década disputando a mesma audiência, porém hoje caminham para uma relação de dependência mútua.
Ambos os modelos tem se aproximado no desenvolvimento, financiamento e distribuição de séries. Isso ocorreu com a combinação de ecossistemas criativos locais com alcance global.
Futuro do audiovisual
Esta é a primeira vez que a cúpula reuniu grandes empresas e Estados do setor audiovisual para debater um único tema: como o valor da imagem em movimento pode ser criado, sustentado e compartilhado na próxima década.
A conversa levou em conta as diferenças entre mercados em rápido crescimento e outros já consolidados. O encontro terminou com a assinatura de um termo de declaração conjunta, nomeada 'Declaração de Lumière', que reúne 15 princípios. Os principais pontos são a defesa de que a criação humana deve permanecer como base nas obras e que a IA só deve ser incorporada se funcionar como impulso para criação.
Foi proposta também uma parceira com Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), como uma iniciativa para tratar a educação para a imagem como uma alfabetização do século 21, começando pelos primeiros anos escolares. A ação visa a ameaça que agentes autônomos de IA representam na forma como o público passa a descobrir e acessar obras.
Outros pontos incluíram a defesa de diversidade de obras e formatos, combate à pirataria, valorização da experiência do cinema como espaço coletivo e reforço da coprodução internacional.
*Com informações do g1
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