Governador afirma que Senado precisa 'se impor'; Casa é responsável por analisar impeachment contra ministros do STF
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta 2° feira (7.set.2026) que o Estado 'não pode eleger senadores de esquerda'. Ele participou de um ato na avenida Paulista, em São Paulo, contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
Tarcísio disse que o Senado precisa 'agir' e 'se impor' para cumprir seu papel no sistema de freios e contrapesos, que envolve controlar ou limitar atos do Executivo e do Judiciário. É função do Senado, entre outros, instaurar processos de impeachment contra ministros do STF.
publicidade
'Estamos chegando perto das eleições. E nós precisamos eleger senadores comprometidos com o Brasil. São Paulo precisa fazer a sua parte. São Paulo não pode eleger senadores de esquerda. Quem concorda? Nós precisamos eleger senadores comprometidos, senadores de direita. Sabe por quê? Porque o Senado precisa agir. O Senado precisa se impor. Se o Senado não fiscalizar, se o Senado não cumprir o seu papel, o nosso sistema de freios e contrapesos vai ruir. E nós vamos ver a pior das ruínas, a mais covarde das ruínas, que é a ruína da omissão', afirmou o governador.
Assista:
publicidade
publicidade
7 DE SETEMBRO NA PAULISTA
O ato em São Paulo foi convocado pelo senador e candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro. Tem como mote as frases 'Fora Lula, Fora Moraes' e 'É agora ou nunca'.
A manifestação já estava marcada desde o início de agosto, mas ganhou outro contorno com a revelação das mensagens enviadas pelo fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
Com a divulgação das mensagens de Vorcaro, Flávio tem aumentado o tom das críticas contra Moraes. Afirmou que o ministro é uma 'laranja podre' e que o Supremo não pode ser contaminado, e chamou o gabinete do magistrado de 'gabinete da perseguição'.
publicidade
Em 2025, o ato do 7 de Setembro na av. Paulista reuniu 48.800 pessoas. Quatros dias depois da manifestação, em 11 de setembro de 2025, o Supremo condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Em 2024, Bolsonaro reuniu quase 60.000 pessoas no mesmo local.
Em 2021, quando ainda era presidente, Bolsonaro convocou apoiadores para a av. Paulista. A manifestação daquele ano ficou marcada pelos xingamentos do ex-chefe do Executivo contra Moraes. Chamou o magistrado de 'canalha'.
(0)Comments