Os planetesimais rochosos formados no início de tudo bagunçam as teorias que os cientistas defendiam até hoje. A astronomia acabou de esbarrar em blocos de planetas que nasceram apenas 100 milhões de anos depois do grande estouro inicial do universo.
Por que a ciência se assustou com esses planetesimais rochosos?
O choque rolou porque a galera da astronomia jurava que o espaço precisava de bilhões de anos para cozinhar metais pesados. O estudo publicado no site Space Daily mostra que a natureza foi bem mais apressada nessa receita. Achar esses blocos sólidos tão cedo prova que a fábrica de planetas ligou as máquinas logo no começo do tempo.
A regra antiga dizia que as primeiras estrelas eram feitas só de gás leve e precisavam explodir várias vezes para espalhar poeira pesada. Só que essa descoberta aponta que rochas gigantes já batiam umas nas outras quase na mesma época em que as primeiras luzes acenderam no breu.
A descoberta de planetesimais rochosos formados apenas 100 milhões de anos após o Big Bang
Como os pesquisadores enxergam coisas tão velhas e distantes?
Olhar para o passado do espaço exige telescópios gigantescos que captam a luz infravermelha bem fraquinha. Os equipamentos capturam o brilho que viajou pelo vazio durante mais de 13 bilhões de anos até bater nas lentes aqui na Terra. É literalmente uma viagem no tempo registrada em fotos cheias de ruído visual.
Para limpar essa imagem turva, os pesquisadores usam a espectroscopia, que é uma técnica fera para ler a assinatura química da luz. Essa ferramenta dedura exatamente quais minerais estavam flutuando na poeira espacial daquela época distante.
Quais elementos formaram as primeiras pedras espaciais do mundo?
A receita para montar um chão duro no meio do espaço pede ingredientes que a gente conhece muito bem aqui no nosso planeta.
Dá uma olhada nos materiais que engrossaram o caldo dessas rochas primitivas.
O carbono , que serve de base para qualquer tipo de vida que a gente consiga imaginar.
, que serve de base para qualquer tipo de vida que a gente consiga imaginar. O silício , que é o material principal que forma a areia e as pedras mais duras.
, que é o material principal que forma a areia e as pedras mais duras. O ferro pesado, que afunda e cria o núcleo magnético quente dos mundos em formação.
Esses ingredientes se juntaram pela força da gravidade e formaram pelotas de poeira cada vez maiores. O choque constante entre essas pedras acabou fundindo tudo e criando as fundações dos mundos antigos.
Qual a diferença entre a teoria antiga e a realidade atual?
A linha do tempo do espaço precisou ser encurtada drasticamente depois que esses dados caíram na mesa dos cientistas.
Esta tabela mostra o contraste bizarro entre o que a gente achava e o que é real hoje.
Ponto analisado Teoria clássica e antiga Dados da nova pesquisa Tempo para criar rochas firmes Pelo menos dois bilhões de anos Apenas 100 milhões de anos Formação dos primeiros metais Demorava várias gerações de estrelas Rolou logo na primeira geração de astros
A mudança nos números deixa os especialistas que passaram a vida estudando a criação das galáxias de cabelo em pé. O espaço se organizou de um jeito muito mais rápido e eficiente do que a matemática clássica calculava nas lousas das universidades.
O que essa velocidade toda muda na busca por alienígenas?
Se as rochas estavam prontas tão cedo, a chance de algum mundo ter desenvolvido água líquida no passado dispara de um jeito absurdo. Isso significa que a vida teve uma janela de tempo gigantesca para nascer e evoluir em cantos distantes da nossa vizinhança cósmica.
O nosso querido sistema solar tem apenas 4,6 bilhões de anos, o que faz dele um bebê perto da idade real do universo. Saber que mundos de pedra já rodavam por aí muito antes da gente existir deixa a caçada por vizinhos cósmicos muito mais quente e animada.
(0)Comments