O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, assinou nesta terça-feira um decreto com o qual anula a suspensão generalizada dos permissões para o porte de armas de fogo no país, embora tenha ressaltado que isso não implica um uso "indiscriminado" e que serão mantidas vigentes regulações "estritas" sobre o acesso e manejo de armamento.
Em uma mensagem divulgada através de suas redes sociais, De la Espriella defendeu sua decisão apelando aos compromissos adquiridos durante a campanha eleitoral. "A palavra de um homem é seu honor e eu tenho honor. Por isso, cumpro minha palavra, e durante a campanha disse que ia levantar a suspensão dos permissões para o porte de armas não há direito de que os bandidos estejam armados até os dentes e as pessoas decentes não possam se defender", explicou o mandatário.
O chefe do Estado sublinhou que "99,9% dos delitos armados são cometidos com armas "ilegais"" e insistiu que os controles continuarão sendo rigorosos. "Os requisitos para portar armas continuam sendo muito estritos: as pessoas têm que reunir as condições físicas, psíquicas e emocionais, assim como não ter antecedentes nem problemas", detalhou, ressaltando que não se relaxam as exigências para obter esses permissões.
De la Espriella acrescentou que, entre 1 de janeiro e 3 de setembro, as forças de segurança colombianas apreenderam 15.700 armas de fogo, das quais "14.179 estavam relacionadas com a comissão de delitos". Ele concretizou, além disso, que 980 dessas armas estão vinculadas a estruturas narcoparamilitares, com 551 associadas ao Clan do Golfo e 339 ao Exército de Libertação Nacional (ELN).
"Somente entre as associadas às dissidências encontramos 380 fuzis e 65 morteiros de calibre 60 milímetros", precisou o presidente em outra mensagem nas redes sociais, antes de assegurar que o objetivo do Governo é retirar todas as armas nas mãos das organizações criminosas no país.
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