Anitta mal chegou ao posto de rainha de bateria da Grande Rio e já conseguiu cometer uma série de erros no meio carnavalesco. A começar pela saia-justa com a Mocidade Independente de Padre Miguel, escola pela qual desfilou como musa em 2016. Ao explicar a escolha em uma entrevista, a cantora afirmou que o enredo da agremiação 'não tinha tanto a ver' com ela e classificou a Mocidade como uma escola mais tradicional. A declaração soa, no mínimo, curiosa.
A Mocidade, afinal, está longe de ser uma escola contrária à inovação ou à presença de celebridades. A agremiação de Padre Miguel, por exemplo, foi uma das primeiras a transformar famosas em rainhas de bateria, abrindo espaço para nomes como Monique Evans, Elza Soares e outras personalidades que ajudaram a consolidar o posto.
Outro comentário que chama atenção é quando a cantora diz que a Grande Rio respeita a sua agenda. O raciocínio parece invertido, já que, ao aceitar um posto em uma escola de samba, a celebridade é quem passa a integrar a rotina e as necessidades da agremiação — principalmente de uma comunidade que trabalha o ano inteiro para colocar seu Carnaval na Sapucaí.
Anitta ainda afirmou que o convite da Grande Rio veio pelo amigo David Brazil e que o enredo sobre fé e ancestralidade parece 'feito sob medida' para seu álbum. A escolha pode perfeitamente fazer sentido para a cantora. O que parece menos razoável é tratar a Mocidade como uma escola tradicional demais para ela e a Grande Rio como uma agremiação mais alinhada às suas conveniências.
O anúncio de Anitta como rainha de bateria da Grande Rio no Carnaval de 2027 foi feito neste domingo, 6. A artista vai ocupar o lugar deixado por Virgínia Fonseca, em agosto.
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