O diretor-executivo da Polícia Federal (PF), William Murad, afirmou nesta terça-feira (8) que a instituição mantém total confiança no diretor-geral, Andrei Rodrigues, afastado do cargo por determinação do ministro André Mendonça. A declaração ocorreu durante a formatura de novos agentes na Academia Nacional de Polícia.
Murad, segundo na hierarquia da PF, disse que a corporação não se deixará abalar por ataques ou alegações dissociadas da realidade. O diretor-executivo defendeu que o respeito às atribuições de cada órgão do sistema de justiça criminal garante a legalidade das investigações e condenações. Ele afirmou que o momento exige serenidade para atravessar a situação.
A decisão de afastamento, tomada por André Mendonça nesta terça-feira (8), atingiu os cargos de delegado e diretor-geral de Rodrigues. O ministro fundamentou a medida em um relatório de inteligência que indicaria um possível abuso de autoridade na condução de investigações sobre fraudes do INSS e o Banco Master.
Mendonça declarou ter sido alvo de monitoramento sistemático e ilegal pela inteligência da PF entre 3 e 31 de agosto. Os relatórios analisavam a atuação do ministro e sua relação com o advogado-geral da União, Jorge Messias. Segundo o magistrado, a permanência de Rodrigues e de Leandro Almada da Costa nos cargos poderia comprometer as apurações.
O documento cita que Rodrigues teria levado os relatórios ao conhecimento do ministro Alexandre de Moraes para inclusão no inquérito das Fake News. A medida de Mendonça ocorre após Moraes ter pedido a investigação do relator do caso do Banco Master por crimes de improbidade administrativa e abuso de autoridade.
O pedido de investigação foi encaminhado ao presidente do tribunal, ministro Luiz Edson Fachin, na quinta-feira (3). Murad ocupou a função de honra na cerimônia de formatura, cargo tradicionalmente reservado ao diretor-geral.
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