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A ministra do Ambiente e Energia convocou hoje uma conferência de imprensa de urgência, onde começou por dar explicações sobre a crise energética com o objetivo de colocar termo a especulações que em "nada contribuem para resolver os problemas", afirmando que nesta altura o mundo se encontra numa "situação de enorme complexidade".
Para Maria da Graça Carvalho, "o preço dos combustíveis em Portugal está em linha com o resto da Europa e os aumentos estão ligeiramente abaixo dos praticados na União Europeia", pontuando que Espanha é uma exceção, tendo preços mais baixos do que Portugal e França.
Segundo a ministra, os descontos no imposto petrolífero ascendem a 23 cêntimos por litro no gasóleo e os descontos fiscais já implementados este ano desde o início do conflito no Irão ascendem a mais de 700 milhões de euros.
O relatório da supervisão semanal dos combustíveis, divulgado pela ERSE esta segunda-feira, revela que a baixa no ISP foi afinal mais reduzida, na casa dos 2,5 cêntimos por litro.
No dia de hoje, o Ministro Adjunto e da Coesão Territorial de Portugal, Manuel Castro Almeida, afirmou que 'muito brevemente o Governo vai tomar medidas para proteger o gasóleo dos agricultores, bonificando o custo do gasóleo para a agricultura'. Outros setores, como os transportes de mercadorias e dos transportes públicos, também reivindicam apoios, já que os mecanismos que financiam parcialmente o custo do gasóleo nestes setores terminaram no final de junho.
Questionada sobre se o Governo poderá retomar os apoios aprovados, a ministra não afasta esse cenário, mas diz que vai depender da avaliação que está a ser feita do mercado de combustíveis.
E questionada sobre a prioridade dada ao gasóleo agrícola nas ajudas ao preço dos combustíveis, Maria da Graça Carvalho justificou que na análise feita pelo Governo a agricultura é o setor com mais impacto na inflação e na vida das pessoas.
Em relação às críticas do secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, a ministra referiu que até há aumentos de consumo de combustíveis em julho e nega que o Governo esteja a lucrar com o aumento dos preços: 'as afirmações do secretário do PS resultam de se estar a referir a um referencial completamente diferente. Não são realidades comparáveis'.
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